Delfinia – “Deep Elevation” (2019)

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Delfinia – “Deep Elevation” (2019)
Independente
#GothicMetal#LoveMetal

Para fãs de H.I.M.The 69 EyesFor My Pain

Nota: 8,0

O Delfinia é uma dupla ucraniana (com diversos músicos contratados/convidados) que tem em sua essência aquele Love Metal feito para embalar corações partidos, mas a grande sacada foi ir além e misturar essa vibe gótica com pedais duplos, músicas mais longas e elaboradas e um ou outro solo que faz a banda se distanciar de figurões como HIM ou The 69 Eyes. Assim, o disco de estreia “Deep Elevation” consegue fisgar também os ouvintes que buscam algo um pouco mais enérgico.

Daria Naumenko e Konstantin “Laars” Naumenko (tecladista/vocalista e vocalista/baixista) começam os trabalhos com “Loneliness” (depois de uma pequena introdução instrumental. Para início de conversa, nada de ousadia: um refrão empolgante, daqueles para cantar junto, e uma tímida elaboração um pouco maior do instrumental. Já “The Fate” segue a fórmula de versos destacando voz e baixo que evidencia o bom timbre de Kostantin. Porém, é aí que as coisas mudam quando “The World of Dream” entra com velocidade, trazendo elementos do Power Metal e imprimindo até mesmo uma certa atmosfera de esperança e felicidade.

O fato de ter duas pessoas apenas como “membros pensantes” normalmente pode atrapalhar o lado do embate criativo de ideias e realmente o disco não se propõe a inventar a roda, apenas a apontar caminhos onde o gótico pode e deve se misturar. Assim, “Call of the Wind”, com seus oito minutos, oxigena o gênero, com interlúdio sinfônico, várias partes diferentes e, pode-se dizer, traz uma veia progressiva.

“Deep Elevation” não fica na cabeça, mas é bem gravado, traz pequenas inovações e não faz feio. Por fim, a banda ainda opta por terminar com uma balada (“Autumn Dream”), tipo de música que muitas vezes vem no meio para quebrar um pouco o ritmo. Por fim, trata-se de mais uma daquelas bandas que valem o seu tempo, embora sua vida continue a mesma depois.

Gustavo Maiato

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