
Fleshgod Apocalypse – “Veleno” (2019)
Nuclear Blast
#DeathMetal, #ThrashMetal, #HeavyMetal, #OrchestralDeathMetal
Para fãs de: Behemoth, Therion, Children Of Bodom
Nota: 9,0
“Veleno” (veneno em italiano) é o nome do novo álbum do Fleshgod Apocalypse, quinto disco de inéditas do grupo de Orchestral Death Metal formado em 2007. Uma curiosidade sobre a banda é a formação, no estúdio é um trio e ao vivo um sexteto (ambos liderados por Francesco Paoli).
Os italianos começam o álbum com “Fury”, uma porrada que lembra muito Behemoth (impossível falar em “Orchestral Death Metal” e não lembrar dos poloneses), enquanto os vocais do Paoli mantém o nível, a parte instrumental já mostra pra que veio, com muito poder, assim como as partes corais ao fundo.
“Carnivorous Lamb” foi o primeiro single lançado e não foi sem razão, pois é uma das melhores do disco com uma introdução um pouco mais lenta, mostrando teclado/Piano do Francesco Ferrini bem presentes assim como os vocais limpos do Paolo Rossi (baixo e vocais). “Sugar” mostra todo o aparato possível: banda pesada, partes orquestrais, vocal limpo, vocal gutural e tudo que possa imaginar. Essa faixa não é novidade para os brasileiros, já que ela e a “Fury” foram tocadas no show deles realizado no dia 1º de maio em São Paulo. Confira a nossa resenha para esse show aqui).
“The Praying Mantis’ Strategy” serve de prelúdio para “Monnalisa”, que é outra mais melódica da banda, mostrando como Paoli além de ótimo guitarrista e vocalista também é um ótimo baterista em estúdio. Nela podemos ouvir a soprano Veronica Bordaccini e partes corais com bastante destaque.
“Worship and Forget” e “Absinthe” trazem muito bem o lado Death Metal da banda, sendo que a segunda tem Rossi como destaque! Belos petardos!
O restante do álbum tem em “Pissing on the Score” e “The Day We’ll Be Gone” introduções de Ferrini, onde esta segunda é uma música bem cadenciada e é “A” música da Bordacinni, mostrando muita técnica e beleza. Ao ouvi-la é impossível não se lembrar do Therion nos tempos de “Theli”, “Sirius B” e “Lemuria”. “Embrance the Oblivion” volta ao Death Metal de primeiro nível e “Veleno” é um poslúdio primoroso, com Ferrini mostrando toda sua técnica.
A produção é ótima, bem limpa e clara (igual seus antecessores), assim como a capa, com vários detalhes e referências às músicas do disco.
Para concluir, vemos uma banda em evolução constante, tendo em “Veleno” um álbum homogêneo, de grande poder e que com certeza irá agradar a todos os fãs do estilo. Para mim, já está entre os melhores do estilo neste ano.
Ricardo Karelisky





