Dimlight – “Kingdom of Horror” (2018)

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Dimlight “Kingdom of Horror” (2018)
Sliptrick Records
#SymphonicDeathMetal#DeathMetal

Para fãs de: Omnium GatherumDimmu Borgir

Nota: 7,5

O grande diferencial de “Kingdom of Horrors”, quarto disco dos gregos do Dimlight, é o intenso diálogo entre a voz gutural de Invoker e o dramático timbre de Mora, a outra vocalista que adentrou ao grupo nesse disco. O resultado são muitas camadas sinfônicas pinceladas com blast beats e épicos instrumentais. Se você ouvir uma música ou outra, até vai, mas para levar de uma vez só as 10 músicas do álbum, a chance de você não querer ouvir nada com orquestra pelas próximas semanas é grande.

É claro que uma banda de death metal sinfônico precisa usar dos elementos orquestrados, porém, quando isso se torna não só a artéria principal, mas também as veias e capilares das músicas, a mistura pode desandar. No começo, “Beryl Eyes” é uma boa composição, bem como “Serpent’s Pact”, na segunda metade, que conta com riffs de guitarra que tentam timidamente se distanciar do aparato sinfônico.

Talvez o que falte para o Dimlight seja uma ousadia maior seja na bateria, ou introduzindo solos de instrumentos. Músicas que evidenciam a faceta death como “Lapsi Animae” podem conquistar os ávidos por blast beats intercalados com passagens mais lentas, mas os teclados de Darien sempre com os mesmos timbres começam a enjoar o ouvinte.

Na história do metal sinfônico, muitas bandas utilizaram esse aspecto orquestrado para se misturar em um outro gênero, seja ele o death, o power, o gótico ou o progressivo. “Kingdom of Horrors” não conseguiu administrar bem essa dualidade, o que resultou em um trabalho interessante caso ouvido uma música ou outra, mas no geral, um tanto quanto maçante.

Gustavo Maiato

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