Dimmu Borgir – “For All Tid” (1995) (Relançamento 2024)

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Dimmu Borgir – “For All Tid” (1995) (Relançamento 2024)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#SymphonicBlackMetal #BlackMetal

Para fãs de: Cradle of Filth, Emperor

Texto por Mauro Antunes

Nota: 8,0

A primeira metade da década de 90 foi especial para o Heavy Metal norueguês. A cena Black Metal daquele país se fortalecia mais a cada dia. Entre bandas como Immortal, Mayhem, Darkthrone, Gorgoroth, entre outras, um novo diamante estava sendo lapidado e prestes a despontar para o mundo com um som mais melódico, repleto de solos de piano e teclados, mas que, ao mesmo tempo, sabia ser brutal quando o momento exigia. Era o Dimmu Borgir!

Após o lançamento do EP de estreia, Inn i Evighetens Mørke (1994), a banda gravou seu primeiro álbum completo, For All Tid, lançado originalmente no ano seguinte e, depois disso, exaustivamente relançado.

Se fizermos o exercício de escutar esse disco e, na sequência, clássicos como Enthrone Darkness Triumphant (1997) e Puritanical Euphoric Misanthropia (2001), por exemplo, fica evidente que, apesar de iniciante, a banda já tinha em mente uma linha musical bem traçada e definida. O que faltava a eles naquele momento era experiência e, talvez, um melhor aparato para produzir uma obra grandiosa como essas citadas.

“Under Korpens Vinger”, “Over Bleknede Blåner til Dommedag”, “Stien” e “Glittertind” mostram o lado mais brutal do Dimmu Borgir. Já “Det Nye Riket”, a faixa-título e “Den Gjemte Sannhets Hersker” revelam um Dimmu mais melódico e, por que não, melancólico, apesar das letras obscuras.

Mas o maior destaque vai para duas faixas que foram posteriormente regravadas e apareceram no clássico EP Godless Savage Garden (1998): “Hunnerkongens Sorgsvarte Ferd over Steppene” e “Raabjørn Speiler Draugheimens Skodde”, sendo que esta última já aparecera como faixa escondida no espetacular Enthrone….

Se você, caro leitor, aprecia os trabalhos clássicos, recomenda-se cautela ao ouvir esse disco. É ruim? De jeito nenhum! Mas é inegável que a falta de melhores condições de gravação, produção e mixagem afetou (e muito!) o resultado final da obra. Já que a banda regravou Stormblåst (1996), por que não regravar este? Eu, particularmente, adoraria. Se a esperança é a última que morre, então sigo esperançoso. Que os nórdicos nos ouçam!

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