Dream Theater – “A View From the Top of the World” (2021)

A view from the top of the world
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Dream Theater“A View From the Top of the World” (2021)
InsideOut Music | Hellion Records Brazil
#ProgressiveMetal

Para fãs de: Liquid Tension Experiment, Sons of Apollo, Symphony X

Nota: 9,0

Reinando absoluta no topo do Prog Metal mundial há décadas, a banda americana Dream Theater chega ao seu 15º disco completo de estúdio em ótima fase.

Antes de qualquer outra coisa, preciso exaltar um cara: Andy Sneap. Há tempos que o produtor desenvolveu um certo toque de midas, transformando em ouro tudo o que toca. Responsável pela mixagem do disco, Andy conseguiu levar a qualidade do som do Dream Theater para um patamar acima, o que parecia impossível.

E de quebra Sneap “ressuscitou” o baterista Mike Mangini. Eternamente comparado a Portnoy, o cara vinha sofrendo críticas principalmente pela forma como soava em estúdio. Bom, em 30 segundos de disco você vai perceber que isso mudou da água pro vinho. Com um som cristalino e uma performance avassaladora, criativa e cheia de energia, penso que de agora em diante ficará absolutamente claro que Mangini, ao menos tecnicamente, é um substituo à altura a seu lendário antecessor.

Mas vamos ao que interessa. Posso dizer sem medo de errar que o álbum traz duas faixas que não devem nada a nenhum dos grandes clássicos da banda. Não à toa são a faixa de abertura (e primeiro single) e a faixa que dá título ao play. “The Alien” é direta, rápida, pesada, e ao mesmo tempo melodiosa e insana, uma mistura que o Dream Theater faz como ninguém.

Já “A View From the Top of the World” é um universo em si própria. Com mais de 20 minutos, a música é pura progressividade. Complexa, criativa, épica e envolvente, esse som consegue ser empolgante por toda a sua duração, especialmente na parte que sucede um trecho mais lento, com solos de guitarra e teclado de deixar qualquer um de boca aberta. É Dream Theater em estado genuíno, pra fã nenhum botar defeito.

As 5 faixas restantes estão longe de ser fracas, embora estejam um nível abaixo das duas destacadas acima. Dentre elas, minhas prediletas são “Awaking the Master”, que traz um clima mais tenso, com um riff principal bem marcante, e “Transcending Time”, que remete diretamente ao som do Rush.

Poderia finalizar com o clichê de que o disco prova que a banda, já veterana, ainda respira. Mas é muito mais que isso. Esse álbum mostra o brilhantismo e a inventividade do Dream Theater, bem como a capacidade de se reciclar e seguir em frente. Abrilhanta a sensacional discografia da banda. Enfim, os fãs vão se deliciar com esse lançamento.

Luiz Gustavo Santos

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