
Fates Warning – “A Pleasant Shade Of Gray” (1997)
Metal Blade Records
#ProgressiveMetal
Para fãs de: Queensrÿche, Dream Theater, Crimson Glory
Nota: 8,0
O oitavo álbum de estúdio do Fates Warning viu a luz do dia em 1997 via Metal Blade Records. Conceitual, “A Pleasant Shade of Gray” consiste em uma única música fragmentada em 12 partes. O responsável por tal coisa não poderia ser outro se não o genial Jim Matheos, que começou a desenvolver o conceito sozinho em sua casa em New Hampshire tão logo a banda concluiu a turnê de “Inside Out” (1994).
Em oposição principalmente a “Parallels” (1991), que viu a banda favorecer uma abordagem mais comercial, este álbum apresenta uma banda sem medo de experimentar e super a fim de fazê-lo. À predominância de sintetizadores e pedais de efeito, o álbum agrega elementos atmosféricos típicos do New Age, influências do rock progressivo clássico, setentista, e inúmeras passagens que reportam ao, na época impopular entre os “true”, New Metal.
As letras — ou seria a letra? — tratam de sentimentos como arrependimento, desapontamento e pesar ao mesmo tempo em que indicam na autorreflexão uma saída. Para que essa proposta quase budista seja bem assimilada, Ray Alder dá um show a parte com seu registro vocal sempre irretocável e suas interpretações dignas de botar superestimados como James LaBrie no bolso. E o que dizer das colaborações de Joey Vera (Armored Saint) e do ex-Dream Theater, Kevin Moore? A química que rolou com o baixista convidado foi tão grande que, em 2000, Vera tornou-se membro oficial do Fates Warning.
E pensar que eu paguei apenas cinco reais por esta maravilha. Um viva aos sebos!
Marcelo Vieira





