Funeral Leech – “Death Meditation” (2020)

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Funeral Leech – “Death Meditation” (2020)
Carbonized Records
#DeathDoomMetal

Para fãs de: SolothusMortiferumTemple Of Void, Bolt Thrower , Ossuarium

Nota: 10

“Death Meditation” é o primeiro álbum propriamente dito do quarteto nova-iorquino, Funeral Leech – uma amostra sólida e aterradora do que é o Death/Doom Metal feito pelos mesmos, de como ele se apresenta e de que formas ele foi arquitetado.

Sendo mais um nome a ser acrescido ao mostruário de discos que seguem com fidelidade o legado das bandas clássicas da década de 90, principalmente de Asphyx, Winter, Autopsy e Bolt Thrower – vocais cavernosos, riffs tortuosos, sujos na medida exata, linhas simples, mas sólidas de bateria e velocidade em médio tempo.

Sons avulsos pavimentam o caminho para a obscura e densa “Downpour”; “Statues” traz ao ar as raízes da banda, o já citado Bolt Thrower e seu herdeiro direto, o Memoriam, sendo um deleite aos fãs de ambas e também de expoentes mais recentes como o sueco, Vanhelgd e o espanhol, Hex.

Caso exista um compilado de faixas a serem ouvidas antes, durante e depois do fim dos tempos e indo na ideia esperançosa que esse depois realmente exista, faixas como “The Burden Of Flesh” e “Lament” com toda certeza figurariam nele – pois são verdadeiras estruturas negras dedicadas ao pandemônio.

Os ritos finais são destinados a mais duas porções de caos em câmera lenta “Morbid Transcendence” — tendo seu título devidamente justificado pelo odores que a mesma emana, mórbida a níveis intangíveis e dona de uma cadência e peso, transcendentais.

“I Am The Cosmos” é aquele tipo de composição necessária a todo álbum do gênero e que se propõe a ser “Old School” – obscura e sórdida e munida daquela essência grotesca comum a bandas como Negative Voice e Into Coffin.

O Funeral Leech chega como um reforço ao elenco de novas bandas que exploram e representam a sonoridade da velha guarda – “Death Meditation” é um compêndio de obscuridade, peso e miséria, um dos grandes álbuns lançados nesse ano, que foi tão inspirador ao gênero.

Fábio Miloch

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