Metal na Lata

Funeral Winds – “333” (2024)

Funeral Winds
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Funeral Winds – “333” (2024)

Osmose Productions
#BlackMetal #RawBlackMetal

Para fãs de: Mayhem, Marduk, Darkthrone

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Um Black Metal nas formas mais primordiais do gênero, o verdadeiro som das trevas, concebido de forma única: é isso que o Funeral Winds nos apresenta com seu novo disco, “333”. Depois de diversos lançamentos, o Funeral Winds, acompanhando o surgimento de uma nefasta segunda onda do gênero, tem estado na ativa e agora com um novo contrato com a Osmose Productions. Um forte representante do underground é o visionário HCX (Hellchrist Xul), que a frente do Funeral Winds tem uma discografia que nos lembra o fato que o True Black Metal é real e que poucos concordam tanto com a essência como o som que é tirado dele.

Sobre as faixas, “Sovereign of Shadows” tem diversas alternâncias de andamento, “Ancient Wrath Unleashed” começa como uma avalanche sonora e acrescenta passagens melódicas que nos levam diretamente a velho Darkthrone e “Forever Cursed and Bound” que começa arrastada, com uma levada incrível, e logo volta para o ataque de blast beats com os vocais criando uma atmosfera de terror e ameaça. Todas as músicas, citadas ou não, merecem destaque, porém “Birthed By Pure Malevolence” se sobressai, sendo uma faixa que reúne tudo o que o Black Metal precisa ter: vocais ásperos, riffs de guitarra gélidos e cortantes, e uma bateria que destrói tudo.

Quando comparado ao álbum anterior do Funeral Winds, “Stigmata Mali” (2023), “333” é uma gravação horrível, um Black Metal desagradável que vai completamente contra a estética polida de seu antecessor, espalhando o mal em sua forma mais pura. Desde a qualidade pura do produto até a contribuição vocal consideravelmente mais diabólica de HCX, até sua mixagem bastante crua, “333” representa um retorno aos dias mais brutos do Black Metal, quando o som ainda era para poucos, quando somente os que verdadeiramente seguiam o estilo estariam dispostos a ouvir.

Após a assinatura de um novo contrato poderíamos esperar que o novo material mantivesse o som do álbum anterior, se voltando para o mainstream, mas o que realmente recebemos é uma volta às sombras, com o Funeral Winds proporcionando uma experiência única e verdadeira de Black Metal. Esse é o som que a segunda onda do gênero nos apresentou, sendo mais do que um ataque, essa é uma celebração ao som de outrora: primitivo, intimidador e trabalhado com a pior das intenções.

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