Gus G – “Fearless” (2018)

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Gus G
 
“Fearless” (2018)

AFM Records
#HardRock#HardNHeavy

Para fãs de: EclipseScorpionsDef LeppardDokkenSteel Panther

Nota: 7,5

Terceiro álbum solo de Gus G. (FirewindDream EvilMystic ProphecyNightrage e ex-Ozzy Osbourne), e nele podemos dizer que definitivamente Gus fincou a bandeira no Hard Rock, deixando de lado o Heavy/Power Metal de suas outras bandas. Vendo pelo lado artístico creio que foi uma sábia decisão, pois em seus outros álbuns solo ainda tinham fortes e mais pesados traços de Firewind e até Ozzy Osbourne. Com isso, podemos diferenciar melhor seus trabalhos, pois nada em “Fearless” poderia ser usado no Firewind, por exemplo. Já se estivesse com Ozzy Osbourne, talvez a faixa “Letting Go” ou “Don’t Tread On Me” se encaixaria na voz do madman nos tons mais graves bem como seu lado mais “Heavy Metal”. De resto puramente Hard de primeira linha, obviamente, mais voltado para a guitarra.

Essa entrada com os dois pés no Hard Rock não é uma novidade na carreira do guitarrista grego, pois ele sempre flertou com o gênero em tudo que já gravou, mas por conta de uma peça chave chamada Dennis Ward (ex-Pink Cream 69, Unisonic e etc) deu-se sua entrada definitiva no mundo Hard Rock.

Dennis, além de gravar todos os vocais, produziu “Fearless” de forma coesa, simples nos remetendo a bandas como Dokken, Scorpions, Lynch Mob, Steel Panther e afins.

Não há faixas onde existam mirabolâncias em termos de guitarra, pois tudo foi feito em benefício da música e sem egocentrismo “punhetístico” que cansam nos ouvidos (chupa essa Malmsteen!!). Aqui tudo é muito no seu devido lugar, sem exageros e a voz de Dennis, cantada em tons bem médios lembrando Joe Elliot (Def Leppard), casam perfeitamente com esse novo capítulo da carreira de Gus.

Não há grande destaques, pois a homogeneidade do trabalho é bem linear, mas não temos como passar em branco com a excelente versão Hard com pegada Country e mais lenta de “Money For Nothing” (Dire Straits), a pesada e já citada, “Letting Go” e uma das faixas bônus da versão em cd digipack chamada “Aftermath” por conta do peso de volta.

Ponto fraco fica para a insossa semi-balada “Nothing To Say” que fica numa mistura do lado mais pop do Def Leppard com ‘choramingos’ do Creed. Sinceramente, destoa do material, mas vai da opinião de cada um. A minha é essa.

Um bom disco que manterá o nome de Gus como um dos mais talentosos guitarristas da atualidade, também, dentro do Hard Rock. Eu, particularmente, prefiro o lado mais pesado do músico, cheio de rifferama com velocidade e você?

Johnny Z.

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