
Gutalax – “The Shitpendables” (2021)
Rotten Roll Rex
#GoreGrind, #GrooveGoreGrind, #GoreNRoll
Para fãs de: Jig-Ai, Carcass (antigo), Cattle Decapitation
Nota: 8,5
O Gutalax não é uma banda que vemos no mainstream e não é do tipo que tocaria no rádio. Com uma temática que costuma ser sobre coprofagia, o grupo acaba ficando no underground, porém sendo muito reconhecido nesse meio e uma das principais bandas a tocar no Obscene Extreme Festival e no Brutal Assault Festival. A banda foi formada em 2009 na República Tcheca, lançando dois álbuns, “Shitbeast” de 2011 e “Shit Happens” de 2015, e chega agora ao seu terceiro full lenght com “The Shitpendables”.
O Gutalax trouxe nesse disco uma variação a mais do que nos outros discos. Suas músicas são conhecidas por terem sons de peidos, e é claro que ouvimos regularmente alguns nas faixas o que mantém uma atmosfera leve, porém com mais variedade me refiro principalmente à expansão dos sons vocais e, além do Goregrind simples e Groove, também ouvimos alguns riffs mais firmes e batidas de bateria mais baixas que tocam em outros gêneros. Existem muitas canções típicas de Gutalax, como “Diarherro” e “Rosamunde Pitchshifter” onde os grunhidos guturais do vocalista Maty reinam supremos, assim como em “Buttman”, “Shit Hit” e “Poopcorn”, que se destaca com uma das melhores do álbum, que tem uma pegada Hardcore, o que acrescenta em muito no som praticado por Kebab (baixo), Mr. Free (bateria), Kojas (guitarra) e Maty.
O que também cria mais variedade são os vocais convidados, como os de Sodoma Gomora em “Duch Sratý”. O mesmo vale para “Ass My Kiss”, em que Roman Vician, um compatriota da banda Diphteria, deixa a música com um som mais brutal e sujo. Devido ao ritmo elevado, a música tem um caráter puro Grindcore.
“The Shitpendables” é uma audição agradável, para os fãs do gênero é claro, e acaba sendo um trabalho surpreendente para uma banda que não tem grandes ambições e traz muito bom humor às canções e apresentações.
Lucas David







