
Hevilan – “Symphony of Good and Evil” (2021)
Brutal Records
#ProgressiveMetal
Para fãs de: Symphony X, Nevermore, Periphery
Nota: 10
Longos 8 anos se passaram desde que o Hevilan, banda paulistana formada em 2005, lançou seu disco de estreia, o potente “The End of Time”. E tá aí uma espera que valeu a pena. “Symphony of Good and Evil”, mais trabalhado e complexo que seu antecessor, já figura na minha lista de melhores lançamentos nacionais de 2021.
Abraçando de vez o Metal Progressivo, mas sem perder a mão pesada e a pegada direta e visceral, o Hevilan acerta em cheio, fazendo uma sonoridade que cai como uma luva no gosto desse editor. A cozinha, que agora conta com o batera Rafael Dyszy, mostra-se robusta e criativa. O trabalho de guitarras de Johnny Moraes é excepcional. O cara consegue aliar uma timbragem pesadíssima nos riffs com lindas linhas melodiosas e solos muito inspirados. O vocal rasgado e técnico de Alex Pasquale dá o toque final para a criação de um trabalho cativante do começo ao fim.
As faixas alternam momentos mais diretos, de um metalzão bem na lata, com elementos sinfônicos e mais melodiosos. A pegada mais vigorosa prevalece, por exemplo, na fantástica “Dark Paradise”, que abre o play. Já as levadas mais suntuosas e ousadas, de um Prog mais puro, predominam em “Devil Within Part I Evil Aproaches” e nas quatro partes da faixa épica que dá título ao disco. “Symphony of Good and Evil” vem ao final e conta ao todo com mais de 16 minutos. É uma música inspirada, com muitas variantes, extremamente bem arrematada e executada. Daria pra dizer que ela vale o disco, se não fosse o restante da obra também tão bom.
Álbum absolutamente obrigatório para os fãs brasileiros de Metal Progressivo. Mas ainda que esse não seja o seu caso, dê o play imediatamente, pois não é toda hora que aparece na cena nacional um trabalho de tamanha qualidade técnica e inspiração. Seríssimo candidato a melhor disco nacional do ano!
Luiz Gustavo Santos





