Immolation – “Kingdom of Conspiracy” (2013) (Relançamento 2024)

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Immolation – “Kingdom of Conspiracy” (2013) (Relançamento 2024)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal

Para fãs de: Morbid Angel, Suffocation, Incantation

Texto por Matheus “Mu” Silva

Nota: 7,0

Trazendo novamente ao mercado brasileiro, a Shinigami Records relançou o nono disco de estúdio do Immolation, “Kingdom of Conspiracy” (2013), em sua versão original. Para quem busca completar a coleção dessa que é uma das bandas mais tradicionais do gênero, vale a pena ir atrás, pois este álbum teve poucas versões desde o seu lançamento, sendo difícil de encontrar, e agora chega a um preço acessível.

Uma das bandas mais clássicas do Death Metal norte-americano, mais precisamente de Nova York, o Immolation é um dos nomes mais prolíficos do gênero. Formada em 1988 e com onze álbuns de estúdio, seu som é bem característico, com o vocal cavernoso de Ross Dolan, que também é baixista, além dos riffs diferenciados do guitarrista Robert Vigna, únicos membros originais. O instrumental da banda é carregado de uma energia pesada e densa. Clássicos como “Dawn of Possession” (1991), “Close to a World Below” (2000) e “Here in After” (1996) demonstraram o poder que a banda sempre teve, mantendo uma constância de qualidade. Na época do lançamento de “Kingdom of Conspiracy”, a formação também contava com Bill Taylor na outra guitarra (que não está mais na banda) e Steve Shalaty na bateria, que segue no grupo há mais de 20 anos.

O disco abre com a faixa-título, “Kingdom of Conspiracy”, e evidencia o maior problema do álbum: a mixagem. A bateria está alta demais, cobrindo o instrumental das cordas, especialmente nas partes mais rápidas, tornando alguns riffs difíceis de distinguir. Ainda assim, a música é boa. “Bound to Order” é outra faixa interessante e, apesar de sofrer do mesmo problema da anterior, os excessos presentes na primeira música não se repetem aqui, beneficiando a faixa. “Keep the Silence” se apoia nas estruturas musicais que o Immolation construiu no passado, com ritmos mais complexos, tornando as partes cadenciadas menos previsíveis e mais preenchidas. “God Complex” é impiedosa, com um trabalho primoroso das guitarras, sendo uma das faixas mais diversificadas do álbum, mas sem perder a essência da banda.

Em “Echoes of Despair”, os mesmos problemas da primeira música voltam a aparecer. O maior incômodo é a bateria, que está trigada ao extremo, plastificando o som e tornando as peças de bateria praticamente indistinguíveis, com bumbo e caixa soando como um barulho só, principalmente nas partes mais rápidas, o que acaba saturando rapidamente. “Indoctrinate” alivia um pouco isso, apostando em andamentos menos extremos e mais cativantes, sendo também um destaque do disco, assim como “The Great Sleep”, uma faixa que realmente gostei no álbum, entregando o conceito de “menos é mais” de maneira matadora. Na reta final, “A Spectacle of Lies” e “Serving Divinity” são faixas um tanto esquecíveis, mas “All That Awaits Us” encerra o álbum de forma característica do Immolation, tanto que é a música que mais aparece nos shows da banda deste álbum.

Para o bem e para o mal, “Kingdom of Conspiracy” soa como um álbum do Immolation. Os elementos característicos estão todos presentes, mas algumas vezes eles estão lá em excesso, o que acaba não deixando uma impressão mais memorável na maior parte do disco, contribuindo para uma audição um pouco enjoativa. Ainda assim, como mencionado, é um disco do Immolation: se você ouvir à distância, vai reconhecer. Isso já é um motivo para ouvi-lo. A única coisa que realmente deixou a desejar foi a mixagem, que soa artificial e não faz jus ao som mais orgânico e obscuro que a banda sempre prezou.

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