Kârma – “Illusions” (2018)

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Kârma“Illusions” (2018)
Alcyone Records
#ProgressiveMetal#EpicMetal

Para fãs de: Symphony XEvergrey

Nota: 8,0

Os gregos do Kârma se empenharam em uma boa fórmula: misturar excelentes introduções com refrões dignos das bandas que se importam com eles e um instrumental honesto. O resultado é o disco “Illusions”, um apanhado de diferentes timbres vocais com passagens épicas, progressivas e muito bem-feitas. Em certos momentos, é verdade, faltou uma certa identidade sonora, com muita coisa dialogando ao mesmo tempo ao longo das 9 faixas.

No começo, “Path of Light (Prophecy I)” vem com um ótimo riff de teclado com um quê de Gothic Metal e uma levada cadenciada acompanhada da voz limpa de Vasilis Drakontaidis. Já “Red Lion” acelera o ritmo e vemos uma discreta melodia de piano acompanhado do convidado especial, Mike Lepond, o baixista do Symphony X. “Ode To Foreign Lands”, por sua vez, começa com uma reza xamânica e depois uma dinâmica prog entra com violinos e diferentes vozes. Parece muita coisa para assimilar, e, possivelmente, é.

No geral, o disco é aquilo que todo progressivo se propõe, com muitas tentativas de fugir do óbvio. Muita coisa é acertada, como o começo de “Building Scars” e a faixa-título que é uma longa faixa épica e dinâmica. “The Valkyrie Calls” também é digna, mas começa a abrir muito o leque sonoro com coros, enquanto “Sorrowful Dawn” apresenta uma pegada mais pop. Fica o questionamento sobre qual o direcionamento musical a banda quer.

No fim, um ponto alto foi, surpreendentemente, o cover de “Master of Puppets”, do Metallica. A coisa veio do jeito que todo cover devia ser: trazendo para o estilo do Kârma, como se a banda tivesse composto o clássico do Thrash Metal. Assim, vemos uma roupagem diferente, totalmente caótica e teatral, algo bem diferente do que o quarteto americano propôs originalmente. Portanto, o disco agrada, mas falta um certo direcionamento. O lado artístico e criativo é aflorado, mas faltou pensar mais como um quadro do que cada pincelada em separado.

Gustavo Maiato

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