
Kreek – “Kreek” (2021)
Frontiers Music
#HardRock, #ClassicRock, #BluesRock
Para fãs de: Rainbow, Deep Purple, Tesla
Nota: 6,5
A Frontiers tem se especializado em caçar talentos renovando vários estilos. A bola da vez é o vocalista britânico Antony Ellis. Depois do término de sua banda, Bigfoot, ele se juntou a Nick Clarke (guitarra), Lee Andrews (baixo) e Seb Sweet (bateria) e deu vida ao Kreek. Produzido por Dan Rosall (Revolution Saints, Night By Night, Passion) o autointitulado álbum de estreia da banda traz um Hard Rock com salpicado de Blues Rock, Classic Rock e até Heavy Metal.
Embora os arranjos e a produção sigam a já conhecida cartilha da Frontiers com riffs pungentes e uma cozinha pulsante é possível perceber melodia, harmonia vocal, refrões intensos e bastante groove que se juntam à voz de Ellis (impressionante como em vários momentos ele lembre o Danny Vaughn) que é o diferencial da banda.
Apesar de não ter nenhum “ponto fora da curva” é um álbum de Hard Rock com canções interessantes como “Meet Your Maker” (com seu “Go!”) e sua guitarra enérgica, nos hipnóticos sete minutos de “At The Bottom Of Hell” com seus tons e letras semelhantes a “Rhyme Of The Ancient Mariner”, em “Stand Together” que encapsula o Rock ‘N’ Roll britânico em uma mistura de Budgie, Saxon, Wolfsbane e Beatles, em “Missiles” com seu furioso solo Wah-Wah, na poderosa e cintilante balada “You’re On Your Own” a la Aerosmith/Tesla, na contagiante “Get Up” ou em “Million Dollar Man” com sabor de Hard Rock americano.
Por favor nisso, o álbum finca os pés no Hard Rock Britânico, mas de vez em quando tenta soar como um primo distante do americano, fazendo com que alguns momentos “estranhos” surjam nas músicas e isso pode fazer com que o ouvinte perca um pouco o interesse.
Para mim parece estar faltando algo (só ainda não descobri o quê), mesmo sendo bem sólido. Acredito que o próximo álbum será bem melhor.
João Paulo Gomes





