Kultika
– “Pvrsvance” (2017)
Independente
#PostMetal, #ModernMetal, #ProgressiveMetal, #SymphonicBlackMetal
Nota: 10
Trata-se de um EP contendo apenas 2 músicas, mas QUE MÚSICAS! Esta banda romena mostra que leva a coisa a sério, certamente por isso preferiram apresentar seu trabalho por meio de duas composições sólidas a um balaio cheio de ideias inacabadas, como muito grupo faz por aí ainda hoje em dia.
A primeira faixa é “Do You Want To See The Splendor”, que se inicia extremamente dramática, progressiva e com leve toque grunge, principalmente na melodia e vocais (na linha Eddie Vedder). No refrão, enquanto os vocais alternados entre melódico e gultural duelam cantando (“Do you want to see the splendor?/Do you want to feel the horridness?/I’m dying inside of mankind, and the blood/Is everywhere”) “(Você que ver o Esplendor?/ Você quer sentir o horrível?/ Eu estou morrendo dentro da humanidade, e o sangue/ está por toda a parte”) a ambientação ganha contornos mais obscuros e pesados.
E, quando tudo parece resolvido na composição, eis que surge uma virada impressionante cujo arranjo abre espaço para a segunda parte da obra, com vocais rasgados/guturais e ambiência regada no Black Metal Sinfônico, que mais adiante são interrompidos por belas melodias vocais que anunciam o encerramento desta música impressionante.
A segunda faixa, “Unburden Me”, começa na linha daquele progressivo esplendoroso encontrado em alguns momentos do álbum “KY”, do Devin Townsend Project e assim caminha entre belos arranjos e melodias intrincadas, todas elas surgidas de baixo, guitarra e violões inspirados, percussão minimalista e ambientações bem encaixadas, que dão o contorno da esmerada produção e mixagem de ambas as músicas.
É claro, para que tudo se harmonize é preciso que seja guiado, em sua execução, por melodias vocais inspiradas e bem encaixadas, justamente como ocorre aqui, lembrando bastante o Eddie Vedder dos momentos mais inspirados, especialmente de “Ten” e “Versus”.
Os caras levam a coisa a sério aqui, portanto, merece audições repetidas e dedicadas para vasculhar esta obra em toda a sua grandeza e completude. Bravo!
Wallace Magri





