
LIK – “Carnage” (2018)
Metal Blade Records
#DeathMetal
Para fãs de: Entombed A.D., Dismember, Grave
Nota: 10
Não é exagero e nem apenas força de expressão afirmar que o Death Metal da cena sueca é o melhor de todos, não só por todos os atributos inerentes ao gênero, mas principalmente por seu diferencial e originalidade em relação aos demais. Obviamente me refiro à timbragem característica, não só das guitarras, mas de toda a seção rítmica. Aquele som único, que une melodia e agressividade de uma forma tão natural, extraindo momentos de pura beleza e harmonia em meio ao holocausto que se instaura.
Pois bem, introduções feitas, vamos aos fatos: o Lik surge como a mais nova aposta da hegemonia escandinava com “Carnage”, seu mais novo álbum. O time é composto por um pessoal de renome no setor, entre eles Niklas Sandin (Katatonia/guitarra) e Chris Barkensjö (Witchery/bateria e vocal), que revivem toda uma época de glórias, povoada somente pelos mestres supremos do assunto.
Lik, foneticamente, não é atraente, mas ao descobrirmos seu real significado (Lik significa “cadáveres” em sueco), tudo toma forma do melhor Death Metal dos últimos tempos. “Carnage” soa como dobradiça velha. Aquele som macabro, imundo, ainda que impecavelmente bem tratado na produção.
Ouvindo apenas 3 segundos dos primeiros acordes de “To Kill”, a violenta composição que abre o registro, já é possível captar a referência de medalhões como Dismember e Entombed A.D., ou seja, já que é fazer, façamos direito. A partir daí é um deleite só para o real fã da proposta: uma enxurrada de riffs corrosivos, clima gélido e melodia bem inserida, tornando “Carnage” uma audição mais que obrigatória.
Atenção para “Cannibalistic Infancy” e “Only Dead is Left Behind”, duas preciosidades maníacas do real, cadavérico e pestilento Death Metal. Sim, os suecos fazem melhor!
Ricardo L. Costa





