Metal na Lata

Lucifer – “Lucifer V” (2024)

Lucifer V
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Lucifer – “Lucifer V” (2024)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#HardRock #HeavyMetal #DoomMetal

Para fãs de: Black Sabbath, Ghost, Blue Öyster Cult

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

O Lucifer já está na ativa há um bom tempo, e mesmo estando mais no underground durante esse período, seus lançamentos estão quebrando essa barreira, já que a qualidade de cada um está abrindo cada vez mais as portas para que mais pessoas possam conhecer o excelente trabalho de Johanna Sadonis (vocais), Martin Nordin e Linus Björklund (guitarras), Harald Göthblad (baixo) e Nicke Andersson (bateria).

Para reforçar essa afirmação temos o mais novo trabalho da banda, “Lucifer V”, quinto disco de estúdio como o próprio nome já diz, e certamente o melhor do grupo até então. Esse é o primeiro após a banda assinar com a Nuclear Blast, não muito tempo depois de deixar a Century Media Records.

Um ponto que devemos destacar antes de falar das músicas são os vocais de Sadonis. Sua voz é uma mistura de angelical e potência que, aliada aos instrumentos, cria uma atmosfera sombria e envolvente, que encaixa perfeitamente com o Hard/Occult Rock que a banda faz.

Agora seguindo para o que interessa, “Fallen Angel” abre o disco com um ótimo riff de guitarra, um ritmo Sabbatico ditado pela bateria e pelo baixo pulsante, contando ainda com um solo de guitarra curto, porém marcante. “At The Mortuary” continua no campo do Black Sabbath, entregando um Hard Rock sólido e com destaque para o órgão, com Sadonis soando ainda mais ameaçadora e com música diminuindo um pouco o ritmo.

“Riding Reaper” foi feita sob medida para os fãs de Ghost, com o ritmo sendo bem parecido com os trabalhos que os mascarados já lançaram, tendo um som de órgão que aumenta o som da faixa, deixando-a mais épica, aliado a vocais secundários que dão aquele toque extra de grandiosidade. “Maculate Heart” começa com um violão dedilhado e logo uma virada de bateria abre espaço para mais um ótimo riff de guitarra, enquanto “Stranger Sister” tem um ritmo mais dançante, já sendo criada para se tornar uma faixa para ser tocada em uma arena, com todos cantando.

O Lucifer, a cada disco, mostra que é uma banda forte, com pegada e que tem muito potencial para ser maior. As influências citadas (vale destacar o Blue Öyster Cult também) ajudam a dar o tom de “Lucifer V”, mas não tiram a identidade da banda, que garantiu um espaço nos destaques do ano.

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