Malevolent Creation – “Rebirth/Live” (2019)

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Malevolent Creation “Rebirth/Live” (2019)
Century Media Records
#DeathMetal

Para fãs de: Dying FetusSuffocationMonstrosityCannibal Corpse

Nota: 9,5

A engrenagem do Death Metal yankee não pode parar, por isso, pouco tempo após o lançamento de seu mais recente trabalho de estúdio, o fabuloso “The 13th Beast” (2019), o Malevolent Creation nos brinda com “Rebirth/Live”, um álbum ao vivo que é uma verdadeira surra de extremidade no ouvinte.

Na realidade, o material em questão é uma compilação de gravações ao vivo em diferentes datas e não apenas o registro de uma única apresentação, que introduz e reafirma o grupo como uma das mais poderosas formações do estilo em atividade. O peso e a brutalidade num disco dos caras é uma constante, e parece que ao vivo essa energia se multiplica, atingindo níveis periclitantes.

Sem ostentar nenhuma produção grandiosa, “Rebirth/Live” reflete aquilo que toda banda de Death Metal é (ou ao menos deveria ser): uma manifestação intensa, ruidosa e impactante. Uma perspectiva nada amistosa em forma de musicalidade extremada.

Nenhuma introdução, nenhum diálogo. É um tiro atrás do outro, sem piedade, sem clemência! “Rebirth of Terror”, faixa do “The Will to Kill” (2002), constitui o início perfeito de um grande espetáculo de destruição em massa, com toda precisão e urgência que só um clássico do Death Metal pode acrescentar. A partir daí, uma retrospectiva da carreira do Malevolent Creation tem início, mostrando aos fãs a importância da banda na sedimentação do gênero ao longo dos anos.

“Living in Fear”, “The Fine Art of Murder”, “Impaled Existence”, “Premature Burial”. Só obras seminais do estilo reproduzidas com uma fúria quase palpável, corroborando com aquilo que a gente já sabe: Death Metal é com eles mesmos. “Rebirth/Live”, no alto da sua magnitude dissonante apocalíptica, nos atordoa como uma paulada bem dada no centro da calota craniana! Músicos afiadíssimos, composições perfeitas, peso, vísceras e sangue. Requisitos obrigatórios em uma obra dessa estirpe. Posso afirmar com convicção: essa banda não derrapa, não decepciona. Confira!

Ricardo L. Costa (Colaborador)

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