Massacre – “Resurgence” (2021)

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Massacre“Resurgence” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Obituary, Death, Cancer

Nota: 8,0

O Massacre sempre foi visto como uma das bandas mais importantes dentro do Death Metal. Seu primeiro disco, “From Beyond” (1991), é considerado um clássico absoluto e um representante do metal feito naquela época. Infelizmente, um tempo depois, a banda se separou, até seu retorno em 2014 com “Back From Beyond” com uma formação diferente, sem o vocalista Kam Lee e o baterista Bill Andrews. Novamente, após alguns shows, a banda se separou.

Agora com a volta do lendário vocalista, e com mais uma mudanças de formação, o Massacre lança “Resurgence”, seu quarto álbum de estúdio. Completando o time temos o baixista original Michael Bordes, o baterista Brynjar Helgetun (Crypticus, Johansson & Speckmann, ex-Ribspreader) e os guitarristas Scott Fairfax (Memoriam, As the World Dies, ex-Cerebral Fix), Rogga Johansson (Paganizer, Johansson & Speckmann, Putrevore, Revolting) e Jonny Pettersson (Gods Forsaken, Wombbath).

A produção ficou a cargo do lendário Dan Swanö (ex-Edge of Sanity, ex-Bloodbath) na Unisound AB, com Pettersson (guitarrista) empregado como engenheiro / mestre da mixagem na retaguarda. Juntos, Swanö e Pettersson co-dirigiram o processo de produção de “Resurgence”, a capa foi assinada pelo renomado artista Wes Benscoter (Deceased, Slayer, Mortician, Autopsy), que conseguiu retratar o som sujo, podre e cheio de morte vindo diretamente dos filmes e livros de terror, com referências a criaturas de outros planetas e ao famoso Necronomicon.

Falando nas músicas, “Eldritch Prophecy” começa com a mesma aura sombria do primeiro disco, nos entregando uma faixa pesada, digna de headbanging e um solo excelente. A voz de Lee continua ótima e não é à toa que muitos o consideram o criador do vocal gutural. “Book Of The Dead” começa com uma reportagem de rádio de pessoas invadindo uma cripta e, inadvertidamente, ressuscitando alguns cadáveres. A faixa tem a velocidade o suficiente para fazer um estrago no pescoço dos ouvintes.

“Servants of Discord” tem um ritmo agitado, com os urros do vocais transformando a faixa numa avalanche sonora e com um solo calcado no uso da alavanca para aqueles que, como eu, sentiram falta dos toques frenéticos de Rick Rozz. “Return of The Corpse Grinder” encerra o disco com velocidade extrema, riffs e mais riffs de guitarra, destacando também a bateria que, não só nessa faixa, mas em todas, mantém o ritmo incansável.

“Resurgence” é um álbum de Death Metal feito para fãs de Death Metal, isso é fato. Porém, isso acaba fazendo com que ele seja muito previsível e é como se já soubéssemos todas as partes de gritos, guitarras e viradas de bateria. Isso pode soar negativo, mas nem tudo é ruim, já que ele cumpre o papel de entregar um som visceral, nos moldes do Old School Death Metal e de mostrar que o grande Massacre ainda tem seu espaço dentro do estilo que ele ajudou a estruturar.

Lucas David

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