Michael Schenker Group – “Universal” (2022)

SCHENKER
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Michael Schenker Group“Universal” (2022)
Atomic Fire Records | Shinigami Records
#HardRock, #HardNHeavy

Para fãs de: Scorpions, UFO, McAuley-Schenker Group

Nota: 9,0

“The one and only” Michael Schenker está de volta com o novo álbum do Michael Schenker Group: “Universal”, que conta com Barend Courbois (Blind Guardian, Zakk Wylde) no baixo, Steve Mann (Lionheart) nos teclados e guitarra, o baterista Bodo Schopf (Eloy) e Ronnie Romero (Rainbow, Lords Of Black, Sunstorm, Vandenberg) nos vocais, além de diversas participações: Michael Kiske (Helloween, Unisonic), Ralf Scheepers (Gamma Ray, Primal Fear), Gary Barden (MSG, Statetrooper, Michael Schenker Fest) e Michael Voss (Mad Max, Casanova, Demon Drive, Phantom 5, Silver, Lessmann/Voss) nos vocais, Simon Phillips (Toto, The Who), Brian Tichy (Whitesnake, Foreigner, Dead Daisies) e Bobby Rondinelli (Rainbow, Black Sabbath, Rondinelli) na bateria, os baixistas Bob Daisley (Rainbow, Ozzy Osbourne, Uriah Heep, Black Sabbath) e Barry Sparks (Malmsteen, Dokken) e Tony Carey (Rainbow) nos teclados.

Depois de um parágrafo quilométrico é possível imaginar que um elenco desses é à prova de erros, certo? Nem sempre. Já fui testemunha do resultado da junção de grandes músicos não ser o esperado.

Produzido pelo próprio Michael Schenker e por Michael Voss, colaboração que já vem rendendo frutos há alguns anos, “Universal” aposta em um Hard/Heavy pesado e melódico, terreno ideal para o desfile de riffs incandescentes e solos épicos de Schenker mostrando que talento e energia ele ainda tem de sobra.

A explosão “Emergency” (Romero), que é UFO até a alma, a carnuda e cativante “Under Attack” (Romero), a homenagem ao imortal Ronnie James Dio “A King Has Gone” (após o interlúdio “Calling Baal”), em que Kiske brilha ao lado de ¾ do Rainbow (Bobby Rondinelli, Bob Daisley e Tony Carey), a balada “The Universe” (dueto entre Romero e Barden), o “feeling” Power Metal de “Wrecking Ball” (Scheepers) e a adrenalina de “Long, Long Road” (Voss), representam parte da excelente coleção de canções que “Universal” possui.

Muitos dizem que depois de um tempo o álbum cai na mesmice ou que Schenker só quer afagar seu próprio ego ou mesmo que Romero tem muita técnica, mas falta alma. Tudo isso pode até ser verdade, depende do ouvinte, mas, verdade seja dita, “Universal” é um monumento ao excepcional talento de Schenker e sua fábrica de ideias, que mesmo sendo o centro do álbum ainda permite muito espaço para o restante da banda brilhar.

Obrigatório!

João Paulo Gomes

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