Neoheresy – “Oblawa” (2016)
Independente
Nota: 2,5
É inevitável, mas às vezes eu penso que seria melhor ter nascido sem o sentido da audição. Não quero ser crítico ou radical em demasia, mas o que se ouve em “Oblawa”, novo trabalho do Neoheresy, é tão prazeroso quanto uma cólica renal. Sim, isso foi uma ironia. Poucas vezes uma audição foi tão penosa e desgastante quanto essa.
O grupo se diz praticante de um “Pagan Black Metal”, e desde o surgimento de milhões de subdivisões no Metal, a chance de dar merda aumentou exponencialmente. É tudo tão insípido, sem peso, sem graça e maçante que eu mal consegui compreender o que havia acabado de escutar. Aliás, creio que nem mesmo os músicos (aliás, o músico, pois é um sujeito só o responsável por tudo) envolvidos nessa balbúrdia consigam elucidar aquilo que está sendo exposto em “Oblawa”.
É uma confusão só: quebradas súbitas de andamento entrecortados por corais de vozes bizarros, uma guitarra que “geme” ao fundo sem nenhuma densidade ou propósito, uma cozinha que não sabe de onde veio e nem pra onde vai, arranjos orientais estapafúrdios, enfim, um equívoco em formato de disco.
Não sei se os caras são evoluídos demais pra mim, ou se eu que sou uma besta incapaz de assimilar tão bisonha proposta e, ao final, eu ouvi de tudo, menos Black Metal. Certamente o Neoheresy me proporcionou a pior experiência do ano até agora. Talvez hajam outros piores, afinal, ainda temos meio ano pela frente, mas a banda bem que está merecendo o título. Corra, mas corra muito, muito mesmo!
Ricardo L. Costa





