
Operation: Mindcrime – “The New Reality” (2017)
Frontiers Music
#ProgressiveRock, #HardRock
Para fãs de: Queensrÿche, Asia, Journey
Nota: 2,0
Que Geoff Tate é dono de um timbre vocal fora da curva isso ninguém discute e seria de uma falta de profissionalismo – ou bom gosto – falarmos o contrário. Outro ponto pacífico é que, após “Promised Land” (1994), o Queensrÿche não lançou absolutamente NADA que fosse digno de sua brilhante carreira e pior, foi cada vez mais se enterrando num completo e descomunal marasmo com álbuns catastróficos, salvando-se uma ou outra música, e olhe lá! Pois bem, após sua saída nada amistosa da banda, culminando em brigas judiciais pela posse do nome, na qual perdeu bonito, Geoff se aventurou numa equivocada carreira como banda: Operation Mindcrime (quanta criatividade!).
“The New Reality” é o terceiro álbum como Operation Mindcrime (quarto se quiser contar com o sacal “Frequency Unknown” como Queensrÿche ‘fake’), e o que podemos falar a respeito é simples: um dos piores lançamentos do ano.
Não dá para aceitar que, mesmo com algumas estrelas do calibre de Brian Tichy (bateria), Simon Wright (bateria), John Moyer (baixo) no elenco, um álbum seja tão mal gravado, mal produzido (nos dias de hoje isso é imperdoável) e mal composto como esse. Músicas soando de forma desconexas, sintetizadores bobos, orquestrações chatíssimas, pianos a esmo, saxofones (sim, isso mesmo, um instrumento evidente em sua carreira pós Queensrÿche) totalmente sem pé nem cabeça, guitarrinhas que fazem bandas alternativas soarem como Death Metal perto disso. Me desculpem, mas o gabarito de um cara que um dia gravou “The Warning”, “Rage For Order”, “Operation Mindcrime” e “Empire”, lançar algo como isso é digno de pena.
Não que os outros álbuns sejam brilhantes, longe disso, pois “The Key” (2015) e “Resurrection” (2016) são bem fracos (com uma leve vitória de “Resurrection” por conta da excelente faixa “Taking On The World”, que vale o álbum), mas tudo aqui soa artificial e sem graça. Nada, vejam bem, eu disse NADA eu cito como destaque, pois absolutamente NADA me agradou. Por todo o álbum a impressão que temos é que a banda tenta chutar para o gol (ou para todos os lados, vai saber) e nem sequer chega perto da linha de escanteio. Gótico, psicodélicos, lisérgico, progressivo, futurístico, não importa, é tudo insosso! Sabe banda de churrascaria de quinta categoria em dia de semana? É isso.
Para não levar um sonoro zero, a voz magnífica de Geoff se tornou um “colírio” para meus “ouvidos” perante esse álbum. Que saudade da lucidez de Geoff Tate!
Alguém, por favor, poderia gritar bem alto nos ouvidos de Geoff que Kelly Gray é PAVOROSAMENTE RUIM, tanto na guitarra quanto na produção? Obrigado. Ah, outra coisa: Alguém poderia pedir na base da porrada para que Geoff desista desse “pendrive” ridículo como logo?
Johnny Z.





