Serpentfire
– “Illuminating Ruin” (2016)
Independente
#BlackMetal
Nota: 8,0
“Illuminating Ruin” é pequeno no tamanho, mas enorme em malignidade. Trata-se de um ep compreendendo quatro faixas onde o Serpentfyre evidencia todo seu talento em criar texturas e climas envolvendo a arte negra das trevas. Sim, se você pensou em Black Metal, está correto.
O Serpentfyre é adepto da vertente mais tradicional do estilo, embora flerte, ainda que pouco, com alguma sonoridade mais atmosférica. O ritmo é quase sempre veloz, embora trechos “mid-tempo” se façam presentes a fim de dar uma saudável alternância de tempos nas composições.
“Altars of Infinite Obscurity” é densa, melódica e impactante, faixa típica pra começar um álbum em grande estilo. A sequência com “Invocation of Phosphorus” traz um som profano, focado em velocidade, peso e vociferações abissais. Excelente ponte para a conclusão com a “suave” cadência de “Kuoleman Monet Kasvot” e “Supreme Primal Darkness”, que retorna ao clima mais ríspido e encerra “Illuminating Ruin” de forma bastante competente.
A produção correta, porém despretensiosa, deixa tudo em seu devido lugar, mantendo o Serpentfyre seguro para honrar seu compromisso com o obscuro e nefasto. Muito bom!
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Ricardo L. Costa





