Six Feet Under – “Nightmares Of The Decomposed” (2020)

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Six Feet Under “Nightmares Of The Decomposed” (2020)
Metal Blade Records
#DeathMetal#DeathNRoll

Para fãs de: Cannibal Corpse, Deicide

Nota: 6,0

A lendária banda de Death Metal, Six Feet Under lança seu décimo terceiro álbum de estúdio, “Nightmares Of The Decomposed”. Após 25 anos, Jack Owen e Chris Barnes se reúnem, fazendo com que se criasse uma grande expectativa, uma vez que, convenhamos, o grupo não vem lançando um material de alta qualidade desde o “Death Rituals”, de 2008.

Ao divulgarem o primeiro single, “Amputator”, rápido, violento, típico de Cannibal Corpse “old school”, muitos fãs (me incluo nessa) imaginaram que seria um dos melhores álbuns de 2020 e, finalmente, Six Feet Under lançaria um álbum que fosse possível ouvir novamente diversas vezes. Contudo, não é bem assim.

“Amputator”, como mencionado anteriormente, é perfeita, escutei inúmeras vezes desde que o single saiu há algumas semanas. Todavia, já é nítido que a voz de Chris já não é mais a mesma, tanto que ao ouvi-la, já estava preparado para um vocal mais fadigado, afinal, 52 anos nas costas e mais de 30 anos dedicados ao gutural, não fariam “bem” para as cordas vocais.

O segundo single, coincidentemente, segunda faixa do álbum, é a primeira decepção. “Zodiac” tem um riff muito simples, fraco e é muito estranha. Logo nas primeiras frases, há uma pausa instrumental que foca somente nos vocais “a slight tilt to the darkness” que não fez nenhum sentido e em muitas partes, parece que Chris vai atropelando o tempo com frases que não parecem se encaixar, como se fosse uma forma de adaptar as letras “sombrias” no instrumental.

“The Rotting” e “Death Will Follow” mostram riffs bem fora do Death Metal, basicamente um Hard Rock ou Heavy Metal com vocais rasgados. Em “The Rotting” a primeira participação de Chris Barnes é “cantando” um “beee beee” que vem fazendo há uns anos e é MUITO estranho, mas já venho acostumando, entretanto, em uma primeira audição, já faria qualquer pessoa “normal” pular a faixa, porém, sabendo que não é Death Metal, pode se tornar mais “audível”.

Outra decepção é a música “Migraine”. O instrumental está muito simples, aparentando uma falta de criatividade que, combinando com uma produção não muito boa, acaba tornando difícil de se ouvir, assim como “Blood Of The Zombie” que é o ultimo single a ser lançado. A referida simplicidade e falta de criatividade é gritante nesta, que chega a ser até mesmo “divertida” pela guitarra.

Mais três faixas deixam a desejar: “Self Imposed Death Sentence”, “Dead Girls Don’t Scream” e “Drink Blood Get High”, que são todas em sequência. São tão simples e repetitivas que vira e mexe estou em casa e começo a repetir em minha cabeça “Dead Girls, Don’t Scream, Dead Girls, Don’t Scream” de tão repetitiva, hipnotiza. As outras duas citadas passam pelo mesmo problema: excesso de repetição.

O álbum se encerra com “Without Your Life”, que se inicia rápida e violenta ao estilo de “Amputator”, entretanto, tem suas paradas que quebram um pouco o clima.

De fato, esperava muito mais deste álbum, especialmente por contar com Jack Owen que vinha fazendo um trabalho excelente com outra banda lendária do Death Metal, Deicide, participando de um dos meus álbuns preferidos, “In The Minds Of Evil”, de 2013.

Mas, no geral, ouvindo sem a “hype”, sabendo que os vocais do Chris não são mais os mesmos, que as guitarras estão sem peso (aparentando estar apenas meio tom abaixo) e principalmente: que não é “Old School Death Metal”, “Nightmares Of The Decomposed” é mais tolerável que os trabalhos mais recentes do Six Feet Under.

Caio Siqueira Iocohama

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