Soul Devourment – “Eternal Perdition” (2020)

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Soul Devourment“Eternal Perdition” (2020)
Black Hole Productions
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Dismember, Autopsy, Carnage, Hyperdontia, Bolt Thrower

Nota: 9,5

Só pra contextualizar e situar o ouvinte no terreno que estamos adentrando: sabe aquele som imundo, obscuro, que advém das entranhas mais abissais do submundo conhecido pelo homem, e que de fato honra a alcunha “Metal da Morte”? Prazer, este é o Soul Devourment.

“Eternal Perdition” é apenas o ep de estréia da banda, onde o quarteto de Los Angeles desconta toda sua insatisfação do mundo em quatro composições próprias (além de uma releitura de “Sign of Evil” da trilha do Doom E1 M8), explorando e conduzindo a premissa mais simples e eficaz dentro do Death Metal: aquela sonoridade suja, repulsiva e pesada, que recria e dá propriedade a toda uma atmosfera macabra e sepulcral.

A timbragem ardida e cortante das guitarras já nos trás a mente alguns dos melhores momentos perpetrados por bons nomes da vertente sueca clássica do estilo, tais como Carnage, Entombed e Dismember, o que já conquista de imediato o ouvinte saudosista da proposta. O vocal vomitado e ao mesmo tempo urrado do vocalista (e também guitarrista) Frank Heredia, traz o saudável contraponto mórbido que uma obra dessa categoria necessita.

Fãs de técnica e arranjos elaborados, caiam fora. Isso não é pra você! Em “Eternal Perdition” temos apenas a mais pura e refinada essência do Death Metal tradicional da velha guarda, que conta com uma ótima produção, porém simples, que ressalva o tom oitentista/noventista do trabalho com louvor.

“Spine Rip Fatality” e, principalmente, “Intergalactic Tyrant of Death” (senhores, que música!), configuram nos grandes destaques do disquinho, oferecendo ao Soul Devourment uma exposição ainda inicial, mas que pode alçar o grupo a voos ainda maiores no cenário underground.

Parabéns a Black Hole Productions por sempre apoiar e dar espaço a bandas de extrema qualidade, levando e promovendo o underground com a devida importância. Excelente estreia e já no aguardo de um álbum completo num futuro próximo.

Ricardo L. Costa

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