
Ten – “Illuminati” (2018)
Frontiers Music
#HardRock, #MelodicRock
Para fãs de: Thunder, Royal Hunt, Whitesnake, David Coverdale
Nota: 7,0
O incansável Gary Hughes apresenta mais um álbum do Ten, banda inglesa com mais de vinte anos de carreira. Intitulado “Illuminati”, este trabalho dá continuidade ao que podemos chamar de “fase Dennis Ward”, afinal, desde 2011 ele é o responsável pela masterização dos discos do Ten.
Sei que o Ten é uma banda que divide opiniões, quase uma daquelas “ame ou odeie”, mas é fato que em todos os seus discos, até nos menos inspirados (como ou dois anteriores “Isla de Muerta” em 2015 e “Gothica” em 2017), o nível técnico e melódico é alto, mesmo que no todo a fórmula não funcione para alguns ouvidos.
E em “Illuminati” não é diferente! Grandiloquência melódica, “fritação” nas guitarras, produção duvidosa, e clichês épicos que se sucedem como peças de domino, está tudo aqui. Não há como negar que Hughes já detém uma fórmula própria de Melodic Rock, e até que ela funciona relativamente bem em faixas como “Be As You Forever”, “The Esoteric Ocean” (com ótimas melodias), “Rosetta Stone” (que vai agradar os fãs de Whitesnake), “Heaven and the Holier Than Thou”, “Mephistopheles” e na faixa-título.
Até por isso,”Illuminati” é um álbum com, digamos, boas intenções, que acerta mais do que erra, apesar do potencial pra ser esquecido após a primeira audição. É fato que em diversos momentos exageram na dose, a ponto de transformar os clichês em algo caricato. Um ponto que sempre me incomodou no Ten é a elasticidade das músicas, afinal algumas ficam maçantes por enfileirar passagens instrumentais e a repetição de refrões, que não dizem muito às composições.
Sem dúvidas, esse é um dos problemas de “Illuminati” (apesar do trabalho competente de Dann Rosingana/Steve Grocott/John Halliwell, o trio de guitarristas), junto à já mencionada produção, que definitivamente não me agrada para este tipo de sonoridade.
Se você for aquele fã com uma relação de amor cega com o Ten (existem muitos), certamente discordará de mim e amará “Illuminati”, pois ele esta entre os melhores dos masterizados por Dennis Ward. Mas se esse não é seu caso, e a banda nunca te disse muito, pode deixar passar sem medo de cometer uma injustiça. Ele está longe de um “The Name of the Rose” (1996) ou um “Spellbound” (1999).
Marcelo Lopes Vieira





