
The Slaughterhouse – “Vaginal Bleeding Dead and Raped She’s Masturbating With a Knife” (2018)
Cemitério Records | Deranged For Leftlovers
#Goregrind, #BrutalDeathMetal
Para fãs de: Dead Infection, Torsofuck, Disgorge
Nota: 8,5
É notório o incentivo que a Cemitério Records e a Deranged for Leftlovers presta a bandas da estirpe mais abjeta e anticomercial da música, e prova irrefutável disso é este “Vaginal Bleeding Dead and Raped She’s Masturbating With a Knife”, novo trabalho do The Slaughterhouse.
Mais recente lançamento da parceria de dois dos selos que mais apoiam essa cena esquecida, o disco em questão, logo no “poético” título, revela uma banda que tem como principal meta de vida chocar, tal como uma “deep web” do setor musical, explorando um autêntico retrato de tudo que é mais degradante, subversivo e controverso que se pode supor. A vida sob a ótica mais perversa possível.
Parece redundância, afinal não é a primeira vez que digo isto, mas parece haver uma competição no submundo da música extrema pra ver quem é o mais grotesco, bizarro e perturbador neste segmento. Se esta disputa existisse de fato, o The Slaughterhouse estaria no pódio, nem que fosse garantindo um terceiro lugar. A dupla formada por Caio Teodoro Affonso (baixo/guitarra) e Ed Fábio (vocal/bateria) dá um legítimo banho de sangue e excrementos no recinto com este álbum de título tão quilométrico quanto repulsivo.
Observa-se um apreço natural por afinações mais graves, que deixam as guitarras com um peso fora do normal, além das vocalizações num tom gutural absurdamente cavernoso, mas me parece que sem a utilização de distorção (ou seja, é tudo gogó mesmo), o que confere maior veracidade e permite uma melhor assimilação do que está sendo “cantado”, por assim dizer, ainda que o timbre de porco estuprado prevaleça em quase 100% do tempo.
“Vaginal Bleeding Dead and Raped She’s Masturbating With a Knife” ainda é favorecido por uma ótima qualidade de gravação, evitando assim aquele som terrivelmente embolado e ininteligível tão comum às produções do gênero. A bateria, por incrível que pareça, é programada, mas por ser utilizada da forma correta, soa bastante convincente e por um momento acreditei se tratar de um baterista de verdade.
Quanto às músicas, é aquele deleite para psicopatas aspirantes e profissionais, que certamente utilizarão as mesmas como trilha sonora para seus trabalhos na calada da noite. Destaques para “Bestial Sex Post Mortem”, “Deflorating The Pussy of a Young Bitch in the Morgue” (romantismo a flor da pele) e para o cover de “Raped by Elephants” dos anormais finlandeses do Torsofuck. Se é fã deste tipo de proposta, pode conferir sem receio.
Ricardo L. Costa





