Tokyo Motor Fist – “Lions” (2020)

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Tokyo Motor Fist – “Lions” (2020)
Frontiers Music
#HardRock#MelodicRock

Para fãs de: Danger DangerThe DefiantsHarem Scarem

Nota: 10

O Tokyo Motor Fist é praticamente um “time dos sonhos” do Hard Rock, formado por estrelas que já brilharam (e muito) em diversas outras bandas. Olhe só: Ted Poley, vocalista amplamente conhecido pelo seu trabalho com o Danger Danger; Steve Brown, guitarrista do Trixter; Greg Smith, veterano baixista que tocou com Rainbow, Alice Cooper e Ted Nugent; e o baterista Chuck Burgi, que comandou as baquetas dos monstros Rainbow e Blue Öyster Cult, entre outros. Mas mantendo o paralelo com um time de futebol, de nada adiantaria reunir tantos craques, se a coisa não funcionasse bem dentro de campo. Aqui o caso é totalmente o contrário. Temos, indiscutivelmente, um dos melhores trabalhos de 2020. Não bastasse a excelente produção de Brown, a maestria dos quatro envolvidos salta aos olhos (e ouvidos) em músicas simples, porém cativantes.

O álbum abre com Steve Brown demonstrando toda sua técnica, e justificando o porquê de ter sido recrutado para substituir o grande Vivian Campbell no Def Leppard. “Youngblood” e “Monster in Me” têm a cara do Danger Danger, o que faz o ouvinte querer escutá-las novamente várias vezes antes de passar para as músicas seguintes. Mais Pop Punk, “Around Midnight” abre caminho para “Mean it”, outra com cara da banda de Ted Poley, com refrão contagiante e um super solo de Brown. A cozinha Smith/Burgi transpira peso, técnica e classe. Ao contrário das anteriores, a faixa título tem um clima totalmente melancólico. Preste a atenção na maravilhosa letra, que reflete bem o momento atual, fornecendo, além disso, uma mensagem de esperança.

Dada a mensagem para seguirmos em frente e matando vários “lions” por dia, voltemos para a festa: “Decadence on 10th Street” tem riff e andamento totalmente Van Halen. “Dream Your Heart Out” carrega no clima AOR, enquanto “Blow Your Mind” é uma balada no melhor estilo Def Lep. “Sedona” abre com a bateria pesada de Burgi, arranjos de metais e uma levada meio Aerosmith. Na reta final temos “Look Into Me”, mais um momento “soft”, mas com arranjo fantástico e que demonstra que grande interprete é Ted Poley. Trazendo violinos em sua introdução, “Winner Takes It All”, apesar do nome, não é um cover do Abba, mas sim um hardão com um espetacular riff de Steve Brown. Música para fechar álbum e abrir show, ou vice-versa.

Enfim, se você curte Melodic Rock, Hard Rock, Hair Metal, seja lá como queira chamar, faça um favor a si mesmo e não deixe de conhecer este álbum. Até agora não ouvi nada melhor no estilo em 2020.

José Henrique

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