
Venom Inc. – “There’s Only Black” (2022)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#HeavyMetal, #SpeedMetal, #BlackenedHeavyMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Sodom, Destruction, Slayer Judas Priest, Motorhead
Nota: 9,5
Não você não vai ler aqui nada a respeito de picuinhas ou comparações com o outro Venom, e se acha que vai encontrar algo assim pode fechar esquecer. Talvez a única coisa que tenho um prazer enorme em falar é que ambas bandas são de extrema importância para quem gosta de Heavy Metal pesado, sem frescura ou inovações, pois ambas, além de contar com músicos de relevância descomunal para o estilo, fazem o “creme de la creme” do estilo.
Em seu ótimo álbum anterior, “Avé” (2017), o Venom Inc. não quis mexer na estrutura mais básica de seu som, apostando no Heavy Metal tradicional, numa pegada bem Rock N’ Roll com Speed Metal, talvez para ficar numa zona de conforto e (re)conquistar os fãs antigos. Pois bem, em “There’s Only Black” o negócio evoluiu para muito melhor e mudou de figura para algo mais autêntico, pesado e agressivo, beirando o Thrash Metal, o que me agradou muito.
Apostando muito mais nos riffs de guitarra, com palhetadas e tudo mais, fazendo com que Mantas seja um dos grandes destaques desse trabalho. Ouça a faixa “Tyrant” e discorde de mim se você é louco! (risos)
Conseguiram apresentar um álbum honesto, de extremo bom gosto, daqueles que você tem prazer em ouvir na sua totalidade, o que ultimamente as pessoas não estão fazendo com muita frequência (assuma!). Sim, “There’s Only Black” você escuta as dozes faixas numa tacada só, e ao seu término instantaneamente te fará usar e abusar do ‘repeat’.
Tony ‘Demolition Man’ Dolan é um arregaço! Seu vocal agressivo, sujo, rasgado e impactante é uma das marcas registradas do som da banda, e aqui ele se superou muito, pois canta com uma alma destruidora. Não posso esquecer de citar o baterista Jeramie ‘War Machine’ Kling que é uma máquina de espancamento, tocando com uma precisão assustadora, também para acompanhar os dois encapetados (Tony e Mantas) precisa ter uma energia extra mesmo (risos). Os caras realmente não estão para brincadeira, dando um verdadeiro chute no traseiro da idade e fazendo metal de qualidade engolindo muito ‘jovemzinho’ que se acha ‘tr00zão’.
Meus destaques vão para a pesadíssima “Tyrant”, “Come To Me”, “Don’t Feed Me Your Lies”, a cacetada thrash “Man As God” (puro Slayer!!), a espetacular “Burn Liar Burn” (refrão poderosíssimo!), a porrada “Nine” (mescla insana de Slayer com Motorhead!) e “Rampant” (Judas Priest endiabrado!). Não que as outras não possuem brilho ou não sejam destaques, são tipicamente Venom Inc. até o osso, mas essas realmente me saltaram aos ouvidos logo na primeira audição. “The Dance”, talvez a faixa mais diferente, técnica, cheia de climas, andamentos e quebradeiras, é um caso a parte, pois tem praticamente todo tipo de clima, sonoridade e habilidade, indo de sombrio e cadenciado, para algo extremamente veloz, sujo, vocais rasgados, sussurrados em questão de segundos. Musicão mesmo, coisa de gênio! Fechando temos a estupenda “Inferno” que lembra muito uma junção de Black Sabbath com um Slayer mais cadenciado (de novo Slayer?! Sim! Nessa me lembrou coisas do “Diabolus In Musica”). Deu para sacar agora a vibe do negócio? Um dos melhores e mais pesados álbuns lançados esse ano, FÁCIL!
Trabalho de produção, guitarra base, solo, baixo, bateria, vocal, tudo impecável, a minha única queixa é (bizarra, eu assumo) a capa insossa e nada agressiva, e a falta do logo impactante/clássico da banda que, quer queira ou não, é um selo de qualidade comprovado sem precisar sequer escutar uma nota!
Johnny Z.









