
Panzer Squad – “Ruins” (2018)
Testimony Records
#ExtremeThrashMetal, #DeathMetal
Para fãs de: Sodom, Venom Inc, Motörhead
Nota: 9,0
Com apenas 6 anos de existência, os alemães do Panzer Squad chegam ao seu primeiro disco completo depois de mudanças na formação e do lançamento do mini álbum “Coming To Your Town” de 2016. Hoje estabelecidos em trio, a proposta da banda é de abordar de tudo um pouco, tornando até difícil de rotular. Existe um baixo destacado como o que ouvimos no Motörhead, vocais e certas estruturas mais obscuras no estilo Venom, além das palhetadas furiosas de guitarra na força do Thrash do Sodom.
Abrindo o álbum, “Extinction” tem um breve discurso político e o som entra na maior pancadaria sendo bem linear, com guitarras contendo bastante drive e riffs rápidos. Alguns solos curtos e precisos ajudam a dar uma graça a mais. Se de início o som parece ser fincado no Death Metal, o vocal já se estende a um pouco de Black Metal. Ou seja, de tudo um pouco! “Death Toll” lembra muito a introdução de “Whiplash” do Metallica, mostrando a abrangência de influências diluídas em seu som. “Escapist” já opta por uma levada mais arrastada, o que gerou um clima mais soturno e boas mudanças de ritmos. Ainda assim, essa faixa mantém o peso da guitarra e as viradas de baterias, que são extremamente na cara.
As músicas em si acabam não saindo muito do mesmo padrão e todas são empolgantes pelo peso e levada. A técnica empregada no baixo, com a sua distorção substancial, cria boas linhas nas bases, não se limitando a acompanhar só a bateria ou guitarra, como na direta “Shut In”. E que bateria versátil, não só nessa música, mas com em todo a audição. Muitas viradas, fortes paradas e ritmos bem empolgantes.
Seguindo para o final do disco, a banda mostra uma outra cara banda com uma levada Doom/Black Metal no início de “Approaching The End” e a curtíssima “Warsystem”, cover do Shitlicker, que encerra esse excelente álbum com uma pegada Punk/Hardcore “
Som cru, direto que mesclou boas influências, produção impecável e boas estruturas de músicas. As composições não caem na mesmice e a variedade de tempos e de riffs prendem a nossa atenção e empolgam do início ao fim.
Victor Augusto





