
Mutanter – “The Limit” (2018)
Kernkraftritter Records
#DeathMetal
Para fãs de: Deicide, Morbid Angel
Nota: 8,5
Apesar deste álbum em pauta ser o primeiro do Mutanter, não se trata de uma banda nova, pois estamos falando de um veterano grupo que antes se chamava Limited Mutanter. Surgidos nos anos 90 e após um hiato de mais de 10 anos, retornaram nesta década reformulados e com uma nova identidade.
A sonoridade lembra muito o Deicide, principalmente nos vocais e guitarras. As influências de Morbid Angel também são bem notáveis em vários riffs e solos. Claro que uma banda com décadas de experiência, apesar de seus anos parada, consegue mostrar certa identidade, principalmente na técnica extrema como eles conduzem seus instrumentos.
Se fosse destacar o que mais me impressionou no disco, não seria o extremismo peculiar desse estilo, mas sim a tamanha cavalice das guitarras, a excelente condução de baixo e uma bateria extremamente versátil, sem tirar o pé do acelerador em todas as faixas. Desde “Ode for Janus”, que abre o disco, já é possível escutar bases que vão te marcar facilmente. “Originally Rots” consegue ser ainda mais empolgante do que o resto do disco. Outra faixa que não tem como não curtir, é a “Final Resurrection”, música que encerra disco e em sua parte final surge com uma levada de baixo bem dançante, enquanto as guitarras fluem mais soltas sobre esse ritmo diferenciado.
O legal de tudo é a criatividade em sempre encaixar boas viradas ou quebradas de ritmo nos sons, dando bastante empolgação em meio a toda a competência de execução de seus músicos. “The Limit” mostra que esses camaradas não estão pra brincadeira e uma excelente forma de (re)estreia .
Victor Augusto





