Riverside – “Wasteland” (2018)

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Riverside – “Wasteland” (2018)
InsideOut Music
#ProgressiveRock

Para fãs de: SoenAntimatterAnathema (atual)

Nota: 10

Antes de mais nada, discos como esse não fornecem uma simples audição, é algo além, muito além: é uma experiência sonora e emocional sem precedentes, uma viagem por encantadoras melodias e letras confessionais que dialogam diretamente com o subconsciente do ouvinte, basta apertar o play, fechar os olhos e submergir. “Wasteland” ficará marcado pela qualidade de suas canções, pelo bom gosto na escolha dos arranjos, pela forma sutil e quase ingênua como cada tema é apresentado.

Não há excessos (ok, é um disco de Rock Progressivo, então, caso tivesse excessos, seria aceitável), porém aqui não é o caso, pois mesmo nos momentos onde o Prog fica em evidência, não gera desconforto, nem a sensação de “masturbação musical” pertinente ao gênero, ou até mesmo tédio.

Em resumo, a calmaria toma conta de grande parte do disco, o que pode ser ruim para alguns ouvidos, os pontos mais enérgicos ficam para: “Acid Rain (com um final estranho), “Vale Of Tears” e para a instrumental, “The Struggle For Survival”. Como já havia dito, a calmaria e o clima ameno estão em maior número, assim temos baladas lindíssimas como: “Lament”, Guardian Angel”, “The Night Before” e a minha favorita, certamente um dos pontos altos do trabalho, “River Down Below”, é praticamente impossível ficar indiferente e impossível não se emocionar com a interpretação serena de Mariusz Duda, daqueles raros vocalistas que te fazem sentir cada palavra, cada sílaba, tamanha verdade existente em sua voz.

“Wasteland não cria novos padrões ou parâmetros para o Rock Progressivo, mas certamente não é um disco comum, é uma experiência, uma redescoberta, uma trilha sonora para a vida.”

Fábio Miloch

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