Kommandant – “Blood Eel” (2018)

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Kommandant – “Blood Eel” (2018)
Aeternitas Tenebrarum
#BlackMetal#DeathMetal

Para fãs de: Marduk

Nota: 9,0

Vocês já ouviram o ditado que “A primeira impressão é a que fica”? E quando a impressão é sobre uma banda que você nunca ouviu falar e simplesmente odiou os primeiros minutos de audição? Difícil, porém posso me considerar um sortudo em ser “obrigado” a escutar tudo, senão o Johnny Z. (Redator-Chefe do Metal na Lata) coloca a gente de castigo (risos). Brincadeiras a parte, o que eu me refiro é que os americanos do Kommandant mostraram ser uma banda que faz o que conhecemos do Black Metal da Escandinávia, mas numa perspectiva bem diferente e até difícil de se explicar ou de se entender em um primeiro contato.

O início do disco talvez seja o culpado por essa má impressão, pois a faixa “Absolutum” tem somente algumas batidas de bateria, com vozes ao fundo e uma sonoridade do estilo trilha de fundo de filmes de ficção científica. Na sequência, a “Blood Eel” começa com uma linha isolada de guitarra e, novamente, algumas levadas soltas de bateria, que vão progressivamente ganhando groove e velocidade. Enquanto alguns berros ao fundo criam um clima soturno, eu pensei, nesse momento, que seria um disco de Doom Metal bem difícil de se escutar, mas agora percebo que isso era uma espécie de introdução para o que estava por vir.

A partir da faixa “The Struggle” o som ganha pegada e constante velocidade dentro do estilo Black Metal, mas existem alguns detalhes que torna a música peculiar. Em primeiro lugar, o som é bem cristalino, com uma excelente produção de bateria, baixo e guitarra. Além disso, existem algumas batidas mais graves e percussivas, como no final de “Ice Giant”. Alguns elementos industriais, nessa mesma faixa, complementam a sonoridade. O vocal é cantado dentro do estilo, mas percebi que as letras abordam outros temas, de uma forma metafórica e que te fazem pensar. Talvez o foco seja até político, baseado no visual da banda, pois todos os integrantes usam máscaras de gás, tampando o rosto, nas fotos promocionais e nos shows também.

Por fim, a minha impressão foi muito boa, pois há uma pegada bem forte na sonoridade e eu arrisco a dizer que talvez seja influência do Death Metal oriundo de seu país. Essa influência, sutilmente diluída no som escandinavo e aliada ao conceito visual é o que cria certa mística em torno da banda. O disco “Blood Eel” pode não ser de fácil “digestão”, mas certamente o deixará intrigado e acabei gostando do resultado e da proposta do grupo.

Victor Augusto

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