The 69 Eyes – “West End” (2019)

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The 69 Eyes “West End” (2019)
Nuclear Blast
#GothicRock#HardRock

Para fãs de: The CultSisters of Mercy, Danzig

Nota: 9,5

Completando 30 anos de estrada, os vampiros de Helsinki estão de volta com este novo álbum que dá claras amostras que estão muito longe de voltar para dentro dos caixões eternamente.

Conheci a banda em 2005, ano que se apresentaram aqui no Brasil pela primeira vez no festival Live and Louder, e de lá para cá sempre acompanho seus lançamentos.

Para quem os acompanha já sabe o que esperar em um novo trabalho desses finlandeses, pois sua fórmula é sempre a mesma e certeira: Gothic Rock N’ Roll, ou melhor, “Goth N’ Roll”, como eles se auto denominam. Sombrio, pesado e com aquele toque ‘rocker’ divertido e ao mesmo tempo cheio de safadeza.

“Two Horns Up” abre o trabalho com um teclado típico de filmes de Horror B da Hammer Films, abrindo caminho para a sonoridade tipicamente The 69 Eyes, ou seja, riff rápido e levadas beirando o Hard Rock oitentista, munidos pela voz característica de Jyrky 69 que aqui contrasta com o convidado especial, Dani Filth (Cradle Of Filth). Belíssima surpresa logo de início, aumentando as expectativas para o restante. A gótica e oitentista “27 and Done”, com uma letra em homenagem ao “Clube dos 27” – famoso “grupo” de músicos que morreram aos 27 anos de idade – mantem o clima nas alturas. Na sequência temos “Black Orchid”, com seu baixo muito presente, nos remetendo a clássicos antigos da banda como, por exemplo, “Dance D’Amour”, entre outros.

Um dos pontos alto do álbum vem em forma da balada “Change”, cuja melancolia além de bonita nos faz tirar o chapéu (mais uma vez) para Jirky 69 por conta de sua interpretação. A dobradinha seguinte “Burn Witch Burn” e “Cheyenna” (primeiro single/vídeo lançado) trazem de volta a veia mais crú do Hard Rock oitentista. Empolgantes e energéticas, ambas com certeza serão repetidamente ouvidas, pois elas chegam a empolgar de tal forma que nossa sanidade fica em dúvida.

“The Last House On The Left, a mais “metal” de todas, tem seu riff inicial bem próximo a um Thrash Metal, sendo outro grande ponto de destaque. Os amantes de filmes de terror devem ter reconhecido o titulo da música que faz referência ao filme de mesmo nome, “A última casa a esquerda”. Nesta, também, temos um convidado, trata-se de Wednesday 13 (ex-Murderdolls). Excelente!

“Death and Desire” nos traz de volta a atmosfera melancólica e triste, porém com um magnífico solo de guitarra de Bazie. Na sequência, tal qual estivéssemos em uma montanha russa, o clima alterna de novo e temos o mais puro Rock N’ Roll em “Outsider”, faixa que lembra algo que o The Cult fez em seu auge da carreira, lá pelos tempos de “Eletric” e “Sonic Temple”.

O trabalho vai chegando ao final e “Be Right Now”, outra tipicamente The 69 Eyes com aquela fusão de Hard Rock, Gótico e Pop a lá Sisters Of Mercy que consagrou a banda nos seus discos mais clássicos, estremece os auto falantes. Finalizando, temos a faixa “Hell Has No Mercy”, mais cadenciada em uma forma curiosa que poderia ser descrita com um encontro das sonoridades de Danzig e Johnny Cash, fechando com chave.

Com o lançamento de “West End”, o The 69 Eyes conseguiu atingir o objetivo que “bateu na trave” no último álbum, “Universal Monsters”(2016), que era aproximar-se de seus melhores trabalhos como, por exemplo, “Blessed Be”, “Paris Kills” e “Devils”. Uma bela forma de comemorar 30 anos de história.

STAY GOTH!

José Henrique

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