
Blood Red Throne – “Fit to Kill” (2019)
Mighty Music | Hellion Records Brazil
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Cannibal Corpse, Dying Fetus, Obituary, Misery Index
Nota: 9,0
O que dizer dos reis do death metal norueguês? Simplesmente fizeram mais uma grande obra prima. Mesmo não superando as expectativas em base do último “Union Of Flesh And Machine” de 2016 que digamos que foi um dos ápices da banda, o último álbum podemos dizer que foi um dos álbuns mais relevantes da cena extrema em 2019.
Já iniciando o álbum com “Requiem Mass” são 6 minutos mais do que massantes, uma verdadeira aula de death metal para qualquer fã aficionado, e ainda digo, se nunca ouviu esta banda escute toda sua discografia que a cada música que escutar mais fará você querer escutá-los.
Seguido de “Bloodity” e “Killing Machine Pt.2” digamos que aquele soco na boca do estomago que precisávamos no som moderno, a cada acorde você sente o peso e a definição de uma das maiores referências atuais do estilo.
Ao chegarmos na faixa “WhoreZone” digamos que foi uma das poucas faixas que não me despertaram interesse, apesar de ter linhas bem harmoniosas da percussão com a base sólida.
Em compensação, a música a seguir “Skyggemannen” trás a verdadeira e mais pura aula de death metal old school. Não é atoa que é a música escolhida meses antes do lançamento do álbum como o videoclipe. O verdadeiro soco na cara para qualquer crítico que diz que “não se faz mais death metal como antigamente”.
Sem pausas e digamos que triturando tudo por onde passar, a música “InStructured InSanity” trás uma sonoridade massante que faz você sentir na espinha as linhas massantes de blast beats e berros atordoantes do vocalista Bolt.
Chegamos para o ápice do álbum, a música “Movement Of The Parasites” digamos que um verdadeiro rifle semi-automático, com quebras inteligentes e de peso formidável, trazem a mistura de base cadenciada com velocidade, e claro, um equilíbrio de graves formidável.
Fechando com os treze minutos finais, a música “Deal It or Die” trás uma atmosfera tenebrosa e destemida, fazendo esta ser uma cereja para o bolo, são oito minutos que faz qualquer ouvinte colocar em repetição a música em seu player. Peso, genialidade e passagens de extrema desenvoltura por todos os membros da banda. Para finalizar este álbum, a música “End” trás o verdadeiro conceito de “fechar o caixão”, uma porrada sonora que pode fazer qualquer pessoa que admira o estilo fechar o ciclo de execução de forma satisfeita. Um álbum que pode deixar para cabeceira até o próximo lançamento da banda.
Vinícius Starteri (Colaborador)





