Insidious Disease – “After Death” (2020)

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Insidious Disease“After Death” (2020)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal

Para fãs de: Benediction, Bolt Thrower, Memoriam, Entombed

Nota: 9,5

A “pluralidade” étnica talvez tenha sido um fator preponderante nas atividades e manutenção do Insidious Disease, haja vista que cada integrante vem de uma parte do mundo, e na época de seu surgimento no início dos anos 2004, foi uma banda com muito potencial envolvido (pra quem ainda não ligou o nome às pessoas, Shane Embury, Silenoz e Tony Laureano fazem parte do time), estreando com um trabalho muito interessante e promissor (“Shadowcast” de 2010), porém hibernando já na sequência, o que me faz pensar que a distância entre os integrantes – ainda que a tecnologia atual facilite muito -, seja um fator que pese nas decisões profissionais e contratuais tomadas pelos músicos.

Enfim, 2020, ano que todos nós queremos apagar de nossos cronogramas, marcou o renascimento da banda que, com determinação e sangue nos olhos ( e nas veias), trouxe ao mundo “After Death”, uma sequência digna do álbum antecessor, onde o grupo aborda o Death Metal que o consagrou com a mesma competência de outrora.

Uma sonoridade brutal, rude, com cadência e peso coexistindo harmoniosamente, e com um “quê” de refinamento (o orçamento foi generoso, percebe-se). Disso tudo, temos momentos de puro deslumbre extremo, uma pancadaria daquelas de quebrar ossos e descolar o couro da carcaça, mas tudo em altíssimo nível, indo em concordância com a competência dos envolvidos.

“Betrayer” é exemplo cabal e prático dessa premissa, onde a banda flerta, ainda que discretamente, com o Thrash e o Metal tradicional, contemplando andamentos cadenciados juntamente com uma mórbida melodia.

A sequência com “Divine Fire”, um pouco mais dinâmica (remetendo ao Benediction, diga-se), vem bem a calhar, tornando-se um dos momentos mais marcantes do registro. “Born Into Bondage” também merece ser mencionada. Uma paulada que flerta em momentos com o Hardcore, enfatizando o peso em seu trecho mais cadenciado e, involuntariamente, me vi solando minha “air guitar” nova.

Pois bem, após a experiência de poder ouvir essa pérola na íntegra, a conclusão não poderia ser outra: a longa espera valeu, e muito, à pena. “After Death” é um discão que vale cada centavo investido. Pra comprar hoje!

Ricardo L. Costa

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