Obscurity Tears – “Doom4ever” (2023)

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Obscurity Tears – “Doom4ever” (2023)

Eclipsys Lunarys Records
#DeathMetal #DoomMetal #DeathDoomMetal

Para fãs de: Tristitia, Blasphereion, My Dying Bride

Texto por Sergio R. Santos   

Nota: 9,0

É gratificante quando se pega um CD sem qualquer conhecimento prévio e imediatamente se surpreende com a habilidade dos músicos, a qualidade da gravação e das músicas. O Obscurity Tears acertou em cheio ao escolher “Perfect Disharmony” como a faixa de abertura deste trabalho. Com seus teclados sinistros, riffs cativantes e vocais grunhidos dramáticos, eles estabeleceram o ambiente perfeito para criar as expectativas necessárias para ouvir o álbum. A banda mantém o envolvimento do ouvinte de forma natural ao longo de toda a audição, destacando-se no meio de vários lançamentos do mesmo estilo que vimos nos últimos anos.

Como veteranos no gênero Gothic/Death/Doom Metal, eles conseguem criar músicas que abrangem diversos estilos, proporcionando uma variedade saudável. Isso oferece aos fãs momentos únicos e honra uma trajetória de mais de 20 anos de carreira. Outro ponto forte é a personalidade única da banda, que não nega suas influências. Embora aqueles que acompanham a banda desde seus primórdios possam sentir falta dos vocais femininos que eram uma característica marcante em seus primeiros álbuns, o baixista/vocalista Jefferson entrega um trabalho competente como músico, preenchendo o espaço de forma notável e continuando a evolução sonora iniciada no álbum anterior, “Rise of a God”.

As passagens de teclado neste álbum são encantadoras, e até mesmo os headbangers que apreciam estilos como Dark ou Black Metal Sinfônico encontrarão muito para gostar. As guitarras de Evandro sustentam o álbum com riffs e melodias marcantes, sempre a serviço da composição. Algumas das faixas que se destacaram para mim incluem “Human Plague”, “Lost Centuries”, “The Children of Anu” (um destaque notável com guitarras bem cadenciadas, teclados envolventes e vocais marcantes), “Decay of a Supreme Ont”, e claro, a faixa título com seu refrão cativante, “Doom4ever”.

Além das oito faixas do álbum, esta edição apresenta três faixas bônus remasterizadas de singles lançados anteriormente, que são verdadeiras joias: “Magna Mater” (minha preferida, uma composição de extremo bom gosto, nota 10!), “Black Dragon’s Spell” e “Greed” (que encerra o álbum de forma brilhante), e que, na minha opinião, são absolutamente obrigatórias de se ouvir.

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