Taake – “Et Hav av Avstand” (2023)

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Taake – “Et Hav av Avstand” (2023)

Dark Essence Records
#BlackMetal

Para fãs de: Mayhem, Gorgoroth, Tsjuder

Texto por Lucas David

Nota: 10

Após seis anos de seu último lançamento, “Kong vinter”, o Taake apresenta seu novo e aguardado oitavo disco de estúdio, “Et Hav av Avstand”, com lançamento marcado para 1º de setembro via Dark Essence Records. O Taake está entre os nomes mais conhecidos do Black Metal mundial, sendo reverenciado por muitos, e o novo disco chega para reforçar ainda mais esse status.

“Et Hav av Avstand” consiste em quatro faixas, totalizando pouco mais de 42 minutos que deixam uma marca no ouvinte e o mantém preso sobre um feitiço. Com essa duração, talvez sejam necessárias várias audições para compreender tudo que foi feito, mas ao assimilar o material, encontrará um clássico do Black Metal com todos os elementos que os fãs almejam. Hoest, a mente por trás do Taake, cuida dos vocais e de todos os instrumentos sozinho. Embora a banda Taake tenha tido outros membros e trabalhado com uma longa lista de convidados no passado, é satisfatório saber que Hoest age como um lobo solitário. Sua vontade de assumir todos os papéis resultou num produto totalmente coeso e notavelmente equilibrado que demonstra a sua visão artística perspicaz. Seus vocais são brutais e autênticos, como esperamos, a bateria entrega riffs e viradas excelentes, assim como as guitarras cortantes e que despejam mais riffs. Entretanto, apesar da ferocidade da música, existe uma atmosfera constante que aumenta mais o feitiço comentado anteriormente, forçando você a aumentar o volume para ouvir atentamente.

Falando nas músicas, “Denne Forblaaste Ruin Av En Bro” abre o disco com rapidez, porém ela e “Et Uhyre Av En Kniv”, a última faixa, mudam de ritmo a todo momento, com passagens mais lentas, com mais melodia, atmosfera e melancolia, que encaixam perfeitamente umas com as outras. Já “Utseende Gruver” e “Gid Sprakk Vi” (segunda e terceira faixa, respectivamente) acabam flutuando em ritmos parecidos e constantes, com velocidade e levadas mais lentas. Destacando a segunda, que tem uma velocidade feroz, com riffs cortantes e que grudam na cabeça. A partir de um certo ponto a faixa assume uma levada mais cadenciada, porém com a mesma brutalidade nas guitarras e com um baixo marcante.

Na verdade, “Et Hav av Avstand” é uma continuação da tradição do Black Metal dos anos 90 em certos aspectos – Hoest fundou a banda como Thule em 1993 com o colega músico Svartulv, e a banda adotou o nome atual em 1995. O Taake não é apenas da velha escola no sentido que Hoest permanece fiel à sua história, mas também ao rock e o metal que antecedem a segunda onda do Black Metal que ele incorpora, e que nos entrega uma viagem deslumbrante através das décadas.

Além disso, Et Hav av Avstand oferece uma sensação abstrata de punk, raízes folk, blues e assim por diante. No final das contas, Hoest adicionou a quantidade ideal de tons progressivos. Seus experimentos nunca diluem a música, que deve ser aplaudida pela espinha dorsal que mantém tudo firme, e curiosamente faz o álbum parecer muito mais rebelde do que muitos lançamentos estranhos de vanguarda, porque a música flui de um lugar honesto.

No futuro, muitas bandas extremas de hoje serão esquecidas, mas as pessoas sempre se lembrarão do Taake, Mayhem e Darkthrone. “Et Hav av Avstand” certamente se mostrará um disco atemporal e fica entre os grandes álbuns do gênero. Ele é 100% Taake, e isso é ótimo.

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