Dismember – “Where Ironcrosses Grow” (2004) (Relançamento 2023)

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Dismember – “Where Ironcrosses Grow” (2004) (Relançamento 2023)

Candlelight Records | Shinigami Records
#DeathMetal

Para fãs de: Entombed, Autopsy, Bloodbath, Hypocrisy

Texto por Johnny Z.

Nota: 7,5

“Where Ironcrosses Grow” do Dismember é um álbum que reflete a jornada turbulenta e a busca pela identidade sonora de uma das bandas mais emblemáticas da cena death metal sueca. Desde seu aclamado álbum de estreia “Like an Everflowing Stream” em 1991, o Dismember estabeleceu um padrão de excelência que pareceu difícil de igualar nos anos seguintes.

Lançado em 2004, “Where Ironcrosses Grow” representa um ponto de inflexão para a banda. Muitos o rotularam como uma continuação de seus trabalhos anteriores, enquanto outros viram nele uma tentativa de reafirmação da identidade perdida. No entanto, uma análise mais profunda revela um álbum que busca encontrar um equilíbrio entre a familiaridade e a inovação.

Musicalmente, o álbum segue um padrão claro, alternando entre momentos dissonantes e melódicos. Embora alguns possam considerar essa abordagem previsível, ela mantém o álbum dinâmico e envolvente ao longo de sua duração. Os riffs característicos do death metal permanecem sólidos e implacáveis, mas há uma sutil mudança na abordagem musical, com menos ênfase nos elementos melódicos que marcaram os trabalhos anteriores da banda.

A produção do álbum reflete essa mudança de direção, com uma atmosfera mais sombria e pesada do que em lançamentos anteriores. No entanto, a falta de inovação é o verdadeiro ponto fraco aqui. Embora demonstre a habilidade da banda em fornecer riffs brutais e cativantes, falta-lhe a audácia e a criatividade que tornaram seus trabalhos anteriores tão memoráveis. O que se nota facilmente aqui é o “mais do mesmo” sem muito esmero.

Em última análise, este álbum divide opiniões. Alguns o veem como um exemplo de death metal sueco chato com alguns momentos de destaque, enquanto outros o consideram um trabalho excepcional diluído com elementos previsíveis do gênero (me incluo nessa!), tentando resgatar algo de outrora e até alguns elementos de Thrash Metal aqui e ali. No entanto, independentemente da opinião, o álbum merece reconhecimento como um esforço sólido e digno na jornada contínua do Dismember pelo mundo do metal extremo e tem sim seus méritos!

Eu, como um bom fã de Death Metal clássico, gosto muito desse álbum, mas não ao ponto de dar uma nota elevadíssima. Faixas como “Where Ironcrosses Grow”, “Forged with Hate”, “Children of the Cross”, “Tragedy of the Faithful” e “As I Pull the Trigger”, por exemplo, faz com que esse trabalho ‘passe de ano sem maiores preocupações”! (risos)

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