Anathema – “The Optimist” (2017)
Kscope
#ProgressiveRock
Nota: 6,0
A consagrada e experiente banda inglesa Anathema lança no próximo mês de julho seu décimo terceiro álbum completo de estúdio, três anos após “Distant Satellites”, de 2014.
Pra quem não conhece a fundo a carreira da banda, é importante informar que, assim como outras bandas do gênero (sendo o caso do Opeth o de maior destaque), o Anathema também vem “desconstruindo” (não gosto muito dessa expressão, mas que seja) seu som ao longo dos anos, passando da pegada mais extrema, um tanto Doom Metal do começo da carreira para o Rock Progressivo leve e asséptico de hoje.
Como já deu pra notar, eu não gosto do resultado. Embora seja um entusiasta do Prog, e sem me esquecer da grande qualidade e experiência dos músicos, não acho que a banda tenha se acertado nesse caminho.. pra mim, seus melhores e mais criativos álbuns ficaram nos já longínquos anos 90. E “The Optimist” não traz grandes evoluções em relação ao seu antecessor.
A sonoridade é sempre muito suave, com muito “clima” e pouco música, com cadência vagarosa e levadas arrastadas, pouco (ou nenhum) peso e linhas vocais um tanto sonolentas. Sabe quando você fica esperando a música crescer, acreditando que ela vai se animar e chegar no seu ápice em breve, mas depois de 5 ou 7 minutos nada acontece? Pois então.. é isso que ocorre na maior parte das 11 faixas. Enfim, insosso.
Com exceção de raros momentos de alguma iluminação, como em “Leaving It Behind”, “Springfield” e “Can’t Let Go”, é um lançamento que não empolga. Se você chegar em casa cansado após um dia intenso de trabalho, sentar numa poltrona confortável e abrir uma cerveja, talvez seja uma boa pedida. Caso contrário, não recomendo.
Luiz Gustavo Santos





