Behemoth – “I Loved You At Your Darkest” (2018) (Relançamento 2023)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#BlackenedDeathMetal
Para fãs de: Hour Of Penance, Vesania, Hate, Belphegor, Nile
Nota: 8,5
Quando o assunto é a grandiosa horda polonesa Behemoth, grande parte das atenções do mundo do Metal Extremo são direcionadas para eles. E também não seria pra menos. O Behemoth trilhou o seu enorme sucesso com muito esforço e fazendo um grande diferencial perante a cena extrema, tanto na Polônia quanto no mundo afora. Seus discos abrangem uma imensa influência para os amantes da cena e, apesar de sua constante mutabilidade ao longo dos anos, mantiveram-se fiéis à suas composições repletas de blasfêmia e insanidade.
Após quatro anos do seu último registro de estúdio, os poloneses trazem para o ano de 2018 o mais novo capítulo da sua luta herege com o lançamento de “I Loved You At Your Darkest”. Um disco que, adianto desde já, será um grande “divisor de águas” para os fãs mais ávidos da horda.
Seguindo a mesma premissa de “The Satanist (2014)”, este novo álbum é, sem dúvidas, um dos mais sombrios de toda a sua discografia. Em contrapeso, para o pesar dos fãs mais “xiitas” da horda (eu, inclusive !) não posso deixar de mencionar que o rumo das faixas deste disco estão cada vez mais contrastantes. Em outras palavras, assim como iniciado em “The Satanist (2014)”, Nergal (Vocal, guitarras) está trabalhando em composições mais obscuras, porém, (pasmem !) limpas demais em face do que eram. A meu ver, o Behemoth das antigas, sendo sujão e absurdamente extremo, está desaparecendo aos poucos.
Muitos fãs podem nem notar tanta diferença, mas que não dá mais para arremeter a horda atual ao que já foi lá atrás, infelizmente não dá. É um grande disco, macabro até certo ponto e técnico em sua grande maioria, mas com composições que chegam a estranhar a partir de certo ponto. A fase “True”, se é que pode assim ser chamada, infelizmente se manteve até “Evangelion (2009)”. Hoje temos um Behemoth mais dinâmico, ao passo de reestruturar grande parte das suas composições para a década atual. Eis o porquê da nota não ter sido mais satisfatória para esse disco.
Enfim, para encerrar, eis um disco que vale muito a pena ser conferido e, principalmente, apreciado. Behemoth diferencia mais NUNCA decepciona. Recomendo e muito !!!!
Aldemar Ferreira





