Buried Realm
– “The Ichor Carcinoma” (2017)
Independente
#MelodicMetal, #ProgressiveMetal, #TechnicalThrashMetal, #DeathMetal
Nota: 6,5
Um projeto audacioso, reunindo grandes nomes do Metal mundial (tem gente do Arch Enemy, Soilwork, The Black Dalia Murder e até do Vital Remains na jogada, devidamente recrutados pelo líder e idealizador Josh Dummer) a fim de criarem algo único, auspicioso até. Todos sabemos que os grandes projetos sofrem de um problema peculiar: ou são muito bons, ou são miseravelmente ruins, não existindo meio termo. Talvez o Buried Realm esteja aí para contrariar esse argumento.
“The Ichor Carcinoma”, álbum de estréia do “dream team” metálico, é um bom álbum, muito bem executado, aliás, bem demais, e talvez aí resida o grande carma desta equação. A técnica exacerbada chega aos limites da alto-indulgência.
Solos rebuscados, velocíssimos, com milhões de notas e acordes sendo despejados na cara do ouvinte, além dos arranjos grandiloquentes de teclado, acabam, em muitos momentos, causando mais tédio do que empolgação. Outro aspecto a ser ponderado diz respeito a abordagem sonora.
Algo que começa com o Heavy Metal melódico, passa pelo Thrash, passeia pelo Progressivo, cai de boca no Technical e dá uma sapecada de leve até no Black Metal, causa curiosidade inicial seguida de confusão mental, perda da memória e morte cerebral na sequência. Muitos detalhes para serem assimilados em um único disco aliados a mudanças bruscas de arranjos e atmosferas tornam o material um tanto indigesto.
Apesar do peso límpido, um tanto artificial, há momentos promissores (“Apeiron I – The Levacy” e “Unscrupulous” são boas composições), mas insuficientes para perfazerem um álbum memorável. Certamente haverá outros capítulos dessa saga, onde os possíveis excessos possam ser reparados. Por enquanto, ficou na média, mas só.
Ricardo L. Costa





