
Cadaver – “D.G.A.F.” (EP) (2020)
Nuclear Blast
#DeathMetal, #SplatterDeathMetal, #Gore
Para fãs de: Carcass, Coroner, Deceased, Autopsy
Nota: 10
Que delícia, cara! O já conhecido e referendado bordão “memístico” cai como uma luva aqui, pois é simplesmente delicioso ouvir um álbum que remete escancaradamente a uma de suas bandas favoritas, no caso o Carcass, no entanto sem soar uma mera e descartável cópia.
“D.G.A.F.” é lançado dezesseis anos após o último álbum completo do Cadaver (“Necrosis” de 2004), que eu sinceramente julgava estar sepultado, pois nunca mais ouvi qualquer menção sobre a banda desde o lançamento de seu disco mais conhecido, o magnífico e putrefato “…In Pains” (1992).
O ep em questão só não é melhor porque ele tem um fim. Apenas três músicas compõem o trabalho, que remete à melhor e mais criativa fase do Carcass (que sempre foi influência irrefutável do Cadaver), justamente na transição entre “Symphonies of Sickness” e “Necroticism – Descanting the Insalubrious”. Sendo assim, meus amigos, esperem pelo melhor Death/Gore/Splatter Metal que o dinheiro pode comprar.
Quase verto lágrimas de sangue ao constatar que a faixa título conta com a participação mais que especial de Jeff Walker. Puta que me pariu (desculpem-me pela expressão chula). Que arregaço! “D.G.A.F” me trouxe todo aquele saudosismo de quando tive em mãos o vinil de “Necroticism…” pela primeira vez. A diferença aqui é que a composição é um pouco mais direta que a dos “padrinhos”.
A banda atualmente conta com os préstimos de Dick Verbeuren (sim, o do Megadeth), o que é garantia de desempenho absurdo na bateria. Anders Odden (a.k.a. Neddo) sempre esteve na banda e, hoje, é o responsável por guitarras, baixo e vocal, criando as mais mórbidas e incisivas harmonias, além de imputar peso exacerbado nos arranjos das composições.
“Deformed Insanity” é mais cadenciada, porém não menos brutal, conferindo mais variedade ao trabalho. Algo como um “Heartwork” mais básico e primitivo (desculpem pela constante comparação com o Carcass, mas nesse caso é de forma salutar e não simples plágio).
Infelizmente, “Disgrace” acaba com minha satisfação, pois é o ato derradeiro de um trabalho que transpira Death Metal da melhor qualidade. Composição dura, direta e pesadíssima, como rege o manual de boas práticas do gênero. Jesus amado! É disco do ano que fala?
Ricardo L. Costa (Colaborador)





