
Dark Funeral – “We Are The Apocalypse” (2022)
Century Media Records
#BlackMetal, #DeathMetal
Para fãs de: Marduk, Watain, Belphegor
Nota: 9,0
Já faz um tempo que o Dark Funeral se tornou uma referência quando se trata de Black Metal, seja pela ferocidade das músicas, com toques de Death Metal, seja por sua ajuda no aumento da popularidade do gênero Black Metal. No lançamento de seu primeiro álbum o estilo já estava em alta, mas isso não tirou o mérito da banda em entregar um disco forte e que marcou uma era. Hoje, alguns anos depois de seu último álbum, “Where Shadows Forever Reign” (2016), a banda volta e nos apresenta um excelente trabalho em “We Are The Apocalyse”.
Como de costume, podemos esperar uma violência musical de alta qualidade, com vocais rasgados, a bateria com blast beats insanos e as guitarras despejando riffs e mais riffs. A formação atual da banda conta com Lord Ahriman e Chaq Mol nas guitarras, Heljarmadr nos vocais, Jalomaah na bateria e Adra Melek no baixo, e o novo álbum mostra como eles estão afiados e no mesmo nível musical. A faixa de abertura, “Nighfall”, já apresenta a brutalidade comentada no início, com um refrão que certamente será cantado por todos nos shows. “Let The Devil In” é mais cadenciada, porém não perde o peso e os vocais de Heljarmadr dão um show à parte.
“When Your Vengeance is Done”, faz uma trinca inicial excelente, retomando a velocidade da abertura. Um dos destaques mais impressionantes do álbum vem de um lugar inesperado. “When I’m Gone” não é uma música comum de Black Metal. Na verdade, está longe disso com seus vocais tristes, pingando em desespero emocional e talento dramático que derivam tão bem sobre a seção rítmica complexa, mas coesa, e as guitarras emotivas. No entanto, os fãs da banda que podem estar preocupados com essa mudança de direção não precisam temer por muito tempo, porque instantaneamente “Beyond The Grave” muda de marcha e golpeia os tímpanos do ouvinte com batidas de alta velocidade e riffs ferozes. Mais uma vez, destaca a propensão da banda em ser capaz de mudar os estilos de uma maneira tão perfeita quanto rápida.
A faixa-título fecha o álbum com a mesma maestria do início, com um ataque das baterias tomando conta, além das guitarras cortantes e os vocais novamente soando insanos. Tudo que os fãs esperam de um álbum da banda, e do Black Metal. Destaco aqui também a incrível capa feita pelo talentosíssimo artista Marcelo Vasco (Slayer) que traz todo o espírito do “fim dos tempos”.
A espera foi longa desde o aclamado disco de 2016, porém valeu a espera e a banda mostra que está em sua melhor fase. “We Are The Apocalypse” certamente estará entre os álbuns mais ouvidos do gênero, e também entre muitas listas dos melhores do ano. Recomendado!
Lucas David







