Dying Breed – “Under a Black Sun” (2018)

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Dying Breed – “Under a Black Sun” (2018)
Black Hole Productions
#DeathMetal#BrutalDeathMetal

Para fãs de Krisiun, Deicide, MonstrositySuffocation

Nota: 9,5

Deve ser algo no chimarrão que esse pessoal bebe, não é possível. É notória a capacidade da região Sul do país em produzir as melhores bandas de Death Metal (alguém disse Krisiun?), e eu só mencionei os irmãos Kolesne por serem os mais conhecidos deste cenário, pois há ainda um número expressivo de formações deste subgênero que se destacam por sua qualidade e competência, como é o caso do Dying Breed.

Esses jovens gaúchos, num genuíno arroubo de talento em criar e conduzir a forma mais brutal de Death Metal, trazem em “Under a Black Sun” a mais pura essência caótica e destrutiva do que convencionou-se chamar de som extremo, ou seja, esta é só uma forma rebuscada de dizer que você, pobre ouvinte, será atropelado por um trator de esteira desgovernado logo no primeiro minuto de audição deste grande álbum.

Se você cresceu e amadureceu ao som de Deicide, Monstrosity e o próprio Krisiun, vai ter um caso de amor prontamente correspondido com o Dying Breed. A sonoridade de “Under a Black Sun” é de um peso e ferocidade que não se encontra em qualquer esquina. Além disso, o quinteto fundado na pacata São Leopoldo é munido de técnica primorosa na execução de seus respectivos instrumentos.

As guitarras corrosivas de Ariel Boesing e Felipe Nienow edificam e solidificam uma rígida parede sonora onde o som é embasado. Temos também um louvável trabalho da cozinha, especialmente do baterista Daniel Vilanova. O que esse sujeito faz atrás dos dois bumbos é de fazer o Steve Asheim (Official) (Deicide) repensar a carreira e cogitar a hipótese de vender sorvete nas praias de Tampa.

Hipérboles à parte, esse pessoal não é aventureiro no segmento. “Under a Black Sun” é a prova cabal disso, pois se composições como “Scum of Earth”, “The Great Lie” ou “Real Faith” não forem a mais pura síntese conceitual do Brutal Death Metal, eu já não sei mais o que é.

Se já não bastasse tudo isso, o álbum ainda é agraciado por um belíssimo projeto gráfico, com a arte da capa a cargo do renomado Rafael Tavares e direção de arte de Fernando Camacho, proporcionando um dos mais belos e mórbidos encartes que já vi nos últimos tempos. Excelente é pouco. Confira agora!

Ricardo L. Costa

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