I Gather Your Grief – “Dystopian Delusions” (EP) (2019)

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I Gather Your Grief – “Dystopian Delusions” (EP) (2019)
Independente
#DoomMetal#AtmosphericDoomMetal#BlackMetal

Para fãs de: Amorphis, DraconianNovembers DoomIn Mourning, Rotting Christ

Nota: 10

De atmosfera densa e com rastros de sons nórdicos, a super banda brasileira I Gather Your Grief, formada por membros do Patria, Swords At Hymns e Dark Celebration, trouxe toda obscuridade misturada a grandes melodias nesse projeto que surgiu com o EP “Dystopian Delusions”.

As passagens entre os teclados, os graves das cordas e as batidas reverberadas de caixa com a fusão do vocal profundo e melódico dos backing vocals lembram muito a fase de ouro do Amorphis em “Tales from the Thousand Lakes” de 1994. A música “Sand Castles”, que abre o EP, tem um clima tenebroso e ao mesmo tempo toca a alma de forma sutil, abraçando a essência atmosférica e ambiente, são poucas as bandas que fazem você sentir um arrepio desta forma e nada mais justo que uma música dessa para a abertura de um trabalho fabuloso.

Seguido pela música “Defendant”, este som trás a verdadeira essência do Doom Metal, com passagens lentas e equilibradas fazendo você sentir agonia e uma espécie de rancor interno. Grande ponto para o trabalho que já iniciou-se de forma esplendorosa, mantendo a originalidade com boas referências.

A terceira e última música autoral do EP denominada “The Farewell’s Sacrament”, faz você sentir a mescla dos dois primeiros sons, com o som ‘clean’ das guitarras em afinações baixas, trás aquele sentimento sombrio que ao mesmo momento que te trás o bem estar, faz você ser dilacerado de dentro pra fora com aquele sentimento engasgado, que muitos não conseguem expor. Uma simples união que de forma equilibrada demonstra os sentimentos bons e ruins, tocando assim sua alma de forma sútil e ao mesmo tempo de forma bruta.

Para finalizar este EP formidável, um cover que casou extremamente bem com o tipo de som, ao som de “Behind The Wheel” do Depeche Mode, a banda encerra esta obra como a união de um anel em sua fabricação, levando o mesmo peso e sutilidade do começo ao fim.

Pelo trabalho formidável feito pela banda, fica apenas um ponto “fraco” que é por não ser um álbum completo, pois este trabalho espetacular merecia uma continuidade. Ele me prendeu do começo ao fim e sempre fará parte da minha playlist!

Vinícius Starteri

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