
Lacrimas Profundere – “Bleeding The Stars” (2019)
Synthetic Symphony | Oblivion | Steamhammer
#GothicDoomMetal, #DarkDoomMetal, #GothicMetal
Para fãs de: Paradise Lost, Moonspell, Tiamat, Sentenced, End of Green
Nota: 9,0
O germânico Lacrimas Profundere nasceu em 1993 e é responsável por três grandes clássicos do Melodic Doom/Death Metal, sendo eles: “…And The Wings Embraced Us” de 1995, “La Naissance D’un Rêve” de 1997 e “Memorandum” de 1999. Em 2001, lançam a “Burning: A Wish”, disco que aponta de forma ainda sutil, os caminhos que a banda tomaria dali por diante – mantendo a melancolia e o romanticismo, mas usando de novos (ou nem tão novos) recursos e elementos musicais; Gothic Rock, Rock Alternativo e Depressive Rock, seriam então, os nortes dos trabalhos que se seguiriam.
Somando mais de 25 anos de carreira, mudanças de formação e as já citadas, mudanças cardeais no som, o banda apresenta agora seu décimo segundo capítulo de inéditas, o nostálgico, “Bleeding The Stars”, que é marcado pela “inauguração” do novo vocalista, Julian Larre e também por fazer uma sucinta digressão ao passado, a sempre (gera desconfianças), “volta as origens”.
“I Knew And Will Forever Know” é dona de um refrão forte, marcante e víscido, perfeita para a abertura, já convencendo o ouvinte sobre as qualidades das demais composições; “Celestite Woman” memora o Gothic Metal finlandês com sombras do eterno disforme, Sentenced (e por consequência, Poisonblack e similares). “The Kingdom Of Solicitude”, é o encontro de antigas inspirações com o senso melódico de bandas como Insomnium e Helevorn, sendo um dos destaques, com um belíssimo vídeo, diga-se de passagem; “Mother Of Doom” (amei esse título), “Father Of Fate” e “Like Screams In Empty Halls”, dão prosseguimento ao álbum, sem perder a tônica e a força – um trio de composições convincentes e substanciais no meio de um trabalho, nos dias de hoje, é algo raro de se ouvir, francamente. “The Reaper” nos brinda com mais um marcante refrão, aliás a banda realmente caprichou nos mesmos, fortes e memoráveis.
“After All Those Infinities”, injeta adrenalina na audição, com pianos sublinhando a enérgica “intro” e seu andamento, divagando sobre nomes como To/Die/For e Crematory. “A Sip of Multiverse” é outro destaque, com um apelo emocional aguçado e uma aceitável propensão “radio friendly”, além de um solo repleto de sensibilidade, fechando o capítulo, “A Sleeping Throne”, outro elevado momento do álbum e que já faz parte da minha playlist diária.
“Bleeding The Stars” ainda não é um retorno, e pode ser que os próximos trabalhos tenham outras direções, em todo caso, é uma bela visita ao passado.
Fábio Miloch




