Mass Infection – “Shadows Became Flesh” (2018)

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Mass Infection – “Shadows Became Flesh” (2018)
Comatose Music
#DeathMetal#TechnicalDeathMetal

Para fãs de: Morbid Angel

Nota: 9,0

A cena de bandas gregas pode não conter um número grande de nomes que cheguem ao conhecimento da grande maioria dos fãs de Heavy Metal, mas o pouco que eu tive acesso até hoje, foi de impressionar. O Mass Infection não foge a essa regra em seu quarto álbum completo, no ano em que fizeram 15 anos de existência.

Em uma primeira impressão, a faixa de abertura “Ominous Prevision” passa uma sensação que o Black Metal é o foco do som, com algumas notas soltas tendo blasts beats a todo o tempo, porém logo as palhetadas ganham fúria e inúmeras viradas, paradas e bumbos duplos vem a mostrar que o Death Metal é a escola principal do Mass Infection.

Claro que existe uma atmosfera sombria em várias passagens e timbres de guitarras, porém tudo tende ao som do Morbid Angel, principalmente na época do Steve Tucker. A diferença é que a banda não dá um alívio em nenhuma das faixas e a pancada segue forte até o final da audição. Somente na faixa título do disco, que encerra o álbum, é que o grupo começa a sair da sonoridade agressiva e na metade da música, realiza uma parada com acordes limpos e um solo meio sombrio, ganhando espaço sobre uma cadência mais mediana de bumbos duplos. Talvez em “Spiritual Entropy” eles ensaiem um pouco de melodias em sua introdução, mas nada que saia da carnificina da banda.

“Shadows Became Flesh” é um álbum para bater cabeça do início ao fim e temos uma aula de riffs e bateria. Mesmo que a pegada seja intensa, a maturidade da banda, aliada a boa produção e a sua duração não tão longa do disco, deixou o tudo muito fácil e agradável de se escutar em sua totalidade.

Victor Augusto

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