Metal na Lata

Mystic Circle – “Infernal Satanic Verses” (1999) (Relançamento 2023)

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Mystic Circle – “Infernal Satanic Verses” (1999) (Relançamento 2023)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#BlackMetal #SymphonicBlackMetal #MelodicBlackMetal

Para fãs de: Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Old Man’s Child

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Do antigo material “clássico” do Mystic Circle, “Infernal Satanic Verses” sempre foi o que mais recebeu elogios, sendo um dos melhores esforços da banda em termos de musicalidade. Ainda assim, tudo sobre Mystic Circle tem que ser colocado em certa perspectiva, sem repetir o que já escrevi em minhas resenhas anteriores do Mystic Circle, este álbum também nunca foi levado a sério pelos conhecedores e fãs de Black Metal da época.

Talvez pela cabeça que muitos tinham na época de seu lançamento (1999), onde bandas como Dimmu Borgir e Cradle of Filth já haviam estabelecidos grandes discos do Black Metal Sinfônico, este disco tenha ficado perdido e assim seu conhecimento, pela maior parte dos fãs do gênero, só ocorreu em 2023 com a remasterização do mesmo. Indo direto ao ponto, essa remasterização fez justiça ao álbum, mesmo que “Infernal Satanic Verses” tenha sido um dos mais bem produzidos dos alemães, essa versão deu poder e brilho extra para a obra.

Entretanto devemos pontuar algo importante: se você não curte Black Metal Melódico/Sinfônico, esse álbum não é feito para você. Agora, se você gosta desse gênero, o álbum é um prato cheio: Black Metal movido por sintetizadores repleto de melodia e ritmos rápidos e satisfatórios. Os vocais estridentes, as seções atmosféricas e solos de guitarra bem-posicionados aqui e ali completam o quadro. As composições com teclado pesado são muito bem elaboradas e cativantes o suficiente para permanecerem, e a produção faz o resto do trabalho.

Faixas como “Hordes of The Underworld”, tem uma levada mais lenta no começo que depois alterna entre velocidade e blast beats com melodias cativantes e pegajosas. “The Devilstone” já inicia com um solo de guitarra épico e após uma breve passagem mais lenta é direcionada para um Black Metal visceral, com riffs de guitarra incríveis. Outra pancada no mesmo estilo, e um dos destaques, é “Thorns of Lies” que novamente começa com um solo de guitarra frenético e com uma bateria que nos leva diretamente ao som do Darkthrone.

Como cereja do bolo, a banda também conta com a ajuda de Sarah Jezebel Deva, que na época era uma referência do Melodic Black Metal e participava de discos do Cradle Of Filth, Graveworm e Covenant entre outros, com seus vocais angelicais. Em suma, se realmente conseguíssemos ouvir o álbum por si só, possivelmente apagando o nome da banda da capa, poderíamos de fato concluir que ele é praticamente igual ao Old Man’s Child da época.

“Infernal Satanic Verses” ainda soa como é: um produto típico do Melodic Black Metal do final dos anos 90. Mas isso em nada desqualifica o álbum, pelo contrário. Nunca, desde meados da década de 90, o clima musical foi tão favorável a este tipo de música, e somos presenteados com uma reedição de clássicos do gênero após outra, com bandas sendo devidamente reintegradas.

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