Pain of Salvation – “Panther” (2020)

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Pain of Salvation – “Panther” (2020)
Inside Out Music
#ProgressiveMetal#ExperimentalMetal
Para fãs de: Shadow GalleryFates WarningEvergrey

Nota: 9,5

“A criação de ‘Panther’ levou mais de dois anos. Senti a necessidade de ultrapassar fronteiras, tanto musical quanto sonoramente, abordando a música de ângulos mais diversos, mas sem perder a identidade central da banda.”. Após escapar da morte ao vencer uma bactéria carnívora, é assim que o convalescente Daniel Gildenlöw, vocalista/guitarrista do Pain of Salvation, define a empreitada que foi compor o 11º disco de estúdio da banda.

De fato, músicas como “Accelerator” e “Restless Boy” e “Panther” rompem totalmente com a estética do Heavy Metal e trazem elementos de música eletrônica. “Eu sei o que você está pensando / Eu devo ser o problema aqui”, constata a letra da primeira, catapultando o ouvinte para um ambiente caótico. Na segunda, a voz de Daniel aparece inidentificável com camadas e camadas de efeitos. Mais um convite para uma viagem turbulenta por sonoridades que ouvido nenhum está acostumado. Vale ainda a menção à belíssima capa feita pelo artista brasileiro André Meister (confira o trabalho do artista aqui).

Já a terceira leva o título de melhor do tracklist, com uma letra que diz reflete sobre o sentimento de deslocamento e não pertencimento em seu próprio tempo: “Como é ser você? Ela me perguntou. Eu disse que me sinto como uma pantera, preso em um mundo de cachorros”. Outro destaque é a faixa “Wait”, com uma bela introdução de piano e um violão flamenco que parece gritar “no prog vale tudo!”. Já “Keen To A Falt” é uma espécie de “On The Run” com esteroides.

“Panther” é daqueles discos rompedores de tratados, que desafia o fã a sair da zona de conforto e encarar o fato de que a roda do Metal precisa girar. Longe de se apoiar em estruturas setentistas ou oitentistas, o Pain of Salvation mostrou coragem e deu a cara a tapa. Para os fãs mais tradicionalistas, a mensagem é que, como diria Belchior, “o novo sempre vem”.

Gustavo Maiato

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